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Chega ao quarto dia buscas a possíveis vítimas de queda de ponte na Alça Viária

Por G1
Publicado em 09 de abril de 2019 às 10:23H

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© Fernando Araújo/Agência Pará

Chegou ao quarto dia na manhã desta terça-feira (9) as buscas a possíveis vítimas com a queda de parte da terceira ponte da Alça Viária, complexo viário que liga o nordeste do Pará à região metropolitana de Belém. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Marinha atuam na área do rio Moju desde o acidente. 

Uma balsa que transportava irregularmente rejeitos de dendê colidiu contra um dos pilares de sustentação da ponte na madrugada de sábado (6). De acordo com a Capitania dos Portos, a colisão causou o desabamento de cerca de 200 metros da estrutura, que possuía 860 metros de comprimento e 23 de altura. Com a batida, quatro pilares caíram. 

Testemunhas informaram ao governo terem visto dois carros caírem no rio. Mas, até a noite de segunda-feira (8), ninguém havia procurado a polícia para registrar desaparecidos naquela região. O inquérito policial está sob sigilo.

O que se sabe até agora

  • Uma balsa que transportava rejeitos de dendê colidiu contra um dos pilares de sustentação da ponte na madrugada de sábado (6)
  • Testemunhas dizem ter visto dois carros caírem no rio; bombeiros fazem buscas
  • Inquérito é aberto e desabamento é investigado pelo MPPA
  • Balsa, que provocou desabamento, estava irregular, segundo informações da Capitania dos Portos
  • Tripulação da balsa presta depoimento, conteúdo não é divulgado
  • Governo anuncia medidas emergenciais para diminuir impactos do acidente.

Embarcação irregular

As investigações apontam que a embarcação que colidiu com a estrutura da ponte não tinha licença para o transporte da carga. Ela levava resíduos de dendê. 

O inquérito, conduzido pela Divisão de Investigação e Operações Especiais (Dioe), também revela que a balsa fazia o trajeto com excesso de peso. 

“A quantidade da carga, de aproximadamente duas toneladas, foi crucial para o acidente ocorrer, aliado à corrente intensa da maré naquele momento”, afirmou o delegado-geral da corporação, Alberto Teixeira, na noite de domingo. 

Segundo a Capitania dos Portos, estava proibida a navegação de embarcações naquela região no horário do acidente. 

Alberto Teixeira informou ainda que os pontos cruciais da investigação são as causas que levaram a balsa a colidir com a ponte e se houve negligência por parte de quem conduzia ou contratou o transporte. 

A polícia já ouviu representantes da empresa que realizava o transporte da carga, testemunhas do incidente, tripulantes e o comandante da embarcação. 

Foram feitos exames toxicológicos por peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPCRC) nos tripulantes, mas não foi identificada a presença de nenhuma substância entorpecente. 

Em nota, a Associação Brasileira de Produtores de Óleo de Palma (Abrapalma), instituição que agrega o setor de produtores de óleo de palma sustentável, manifestou apoio para a correta apuração sobre o caso e lamentou o acidente. 

“O comboio formado pelo Empurrador ONC II e pela Balsa Vó Maria, conforme informou a Capitania dos Portos da Amazônia Oriental, que transportou o produto (cachos vazios de palma), foi contratado pelo comprador final, sem qualquer vinculação com associados à Abrapalma. A venda foi realizada por frete FOB (Free on board), onde o comprador assume todos os riscos e custos com o transporte da mercadoria. A Abrapalma, em nome de suas associadas, solidariza-se com o Governo e a população paraense e se coloca à disposição para colaborar no que for necessário”, informou a nota da empresa.


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