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Dia 2 de vacinação contra gripe tem falta de vacinas, aglomeração e incompreensão

Por ORM
Publicado em 24 de março de 2020 às 17:14H

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Na Aldeia Amazônica, servidores tentam explicar a importância de manter 1,5 metro de distância entre cada pessoa. Mas não adianta. Muita gente ainda não entendeu a importância desse gesto (Thiago Gomes / O Liberal)

No segundo dia de vacinação contra a gripe — ainda não existe vacina ou medicação contra o novo coronavírus (Sars-Cov-19), que causa a doença covid-19 —, alguns postos tiveram ajustes no atendimento. No entanto, isso não evitou que em muitos lugares simplesmente faltasse vacina. Nem que idosos de 60 anos ou mais não formassem aglomerações. Menos ainda que o público-alvo da campanha não entrasse em conflito com os servidores e voluntários da vacinação. A expectativa é de que o terceiro dia seja menos tumultuado.

Dona Fátima do Rosário, de 63 anos, começou a procurar vacinas desde 6h30. Na unidade da Pedreira, disse que não encontrou. Então foi para a Aldeia Amazônica David Miguel. Ficou esperando de 7h30 até 9h45 na fila, porque a vacina só chegou às 9h. “Já vacinada, agora é só correr pra tomar banho. Pelo que vi, esse segundo dia está melhor e menos tumultuado”, disse.

Na Aldeia Amazônica, o primeiro dia foi bem turbulento e estressante para quem queria vacina, para os trabalhadores e para quem apenas precisava passar pela avenida Pedro Miranda. Nesta terça-feira (24), o trânsito não ficou totalmente interrompido e as filas de veículos, para o drive-thru, foram melhor organizadas. Mas a vacina demorou a chegar e havia idosos na fila desde cedo.

“Passei cerca de uma hora esperando. Ao menos esse modelo de drive-thru é interessante, porque deixa a gente mais reservado e preservado dentro do carro. Essa é a segunda tentativa. Tentei ontem levar a minha mãe, mas o supermercado estava cheio. Acho que ainda falta organizar melhor”, comentou Lina Moura, filha de dona Heronides Mauler, de 83 anos.

Informalmente, alguns servidores comentaram que tentam explicar ao idosos que é preciso manter a distância segura de 1,5 metro entre cada pessoa e que não é preciso chegar tão cedo. Mas não tem jeito. A maioria não entende e se chateia. Só quer ser vacinado logo e sair. Se as doses acabam então, devido à intensa procura, as discussões, acusações, ofensas logo começam.

Essa é uma campanha contra a gripe que precisa de compreensão dos dois lados. Os servidores e voluntários precisam ter paciência. Mas o público também precisa tratar bem os trabalhadores, que estão sobrecarregados e tensos com a ameaça da pandêmica covid-19.

Em Icoaraci, a situação da Unidade Municipal de Saúde foi bem mais tranquila do que no primeiro dia. O dia até começou bem agitado e tumultuado, mas acalmou rapidamente. Tanto que Isaías Silva e Zilma Soares conseguiram se vacinar em menos de 10 minutos. “Ficamos preocupados quando vimos as filas do primeiro dia e deixamos para vir hoje. Deu tudo certo”, comentaram, dizendo estar se precavendo de todas as formas contra a gripe e contra o novo coronavírus.

Na unidade de saúde do Guajará, em Ananindeua, quem chegou mais cedo ainda conseguiu vacina. Mas muita gente sequer entrou e era avisado pra voltar outra hora da porta mesmo.

Na unidade de saúde do Guajará, em Ananindeua, quem chegou mais cedo ainda conseguiu vacina. Mas muita gente sequer entrou e era avisado pra voltar outra hora da porta mesmo. (Thiago Gomes / O Liberal)

Não eram nem 11h e as vacinas tinham acabado na unidade de saúde do Guajará I. Quem chegou cedo conseguiu. entrar e ser vacinado. Muita gente esperou mais de uma hora e meia, como dona Maria Baía, de 76 anos. Ela conseguiu se vacinar, mas viu muita gente voltar porque não tinha vacina para todo mundo. As explicações se misturavam a cada pessoa que chegava à porta. Uns ouviam que não tinha mais doses de vacina. Outros ouviam que era para evitar aglomeração dentro da unidade.

A Redação Integrada de O Liberal entrou em contato com as prefeituras de Belém e Ananindeua, além da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) sobre essas situações.

Nos 144 municípios, há um total de 5 mil postos de vacinação. O Governo do Estado até publicou uma lista com pontos alternativos para buscar as doses. A campanha de vacinação atual é apenas contra os vírus Influenza, que causam as gripes já conhecidas. Reforçando: ainda não há nem vacina e nem medicação específica para tratar a covid-19, doença causada pelo Sars-Cov-2, o novo coronavírus.

Os primeiros grupos prioritários para imunização são pessoas acima de 60 anos – único público a ser vacinado nos 32 postos descentralizados – e profissionais de saúde, que devem procurar as Unidades Básicas até o dia 15 de abril.

A segunda fase da Campanha, a partir de 16 de abril, priorizará professores, profissionais das forças de segurança e salvamento, e doentes crônicos. Essa etapa prosseguirá até 8 de maio.

A partir de 9 de maio, considerado o dia D da Campanha, serão vacinadas crianças de seis meses a menores de seis anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), pessoas com mais de 55 anos, gestantes, mães com até 45 dias após o parto, população indígena e pessoas com deficiência. A vacinação prosseguirá até 22 de maio.

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