Por Floresta News
Publicado em 12 de março de 2026 às 07:55H

Reconhecido em território nacional, o fruto amazônico é tema de debate entre setor público e iniciativa privada para superar gargalos logísticos e ampliar a exportação
A cadeia produtiva do açaí, um dos pilares da bioeconomia amazônica, tem sido pauta de articulação entre o setor público e a iniciativa privada por meio das Mesas Executivas do Açaí, iniciativa coordenada pela Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas). O espaço reúne empresas beneficiadoras, especialistas e instituições de apoio para discutir desafios estruturais e construir soluções que ampliem a competitividade do produto no mercado nacional e internacional.
O debate ganha ainda mais relevância diante do reconhecimento do açaí como fruta nacional do Brasil, estabelecido pela Lei nº 15.330, de 2026. A medida reforça a identidade do fruto amazônico como patrimônio brasileiro e fortalece a cadeia produtiva ligada ao produto, além de ampliar a proteção contra práticas de biopirataria.
Típico da região amazônica, o açaí é fruto do açaizeiro e possui múltiplos usos econômicos. Sua polpa é amplamente utilizada na alimentação e também na indústria de cosméticos, enquanto as sementes podem ser aproveitadas em artesanato e como fonte de energia, substituindo a madeira em alguns processos produtivos.
Para o secretário de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade, Raul Protázio, o reconhecimento nacional reforça a importância de fortalecer a governança da cadeia produtiva do fruto. “O açaí é um dos principais símbolos da bioeconomia do Pará e tem enorme relevância econômica, social e cultural para o Estado. As mesas executivas criam um espaço estratégico de diálogo entre governo, empresas e instituições parceiras para identificar desafios e construir soluções que ampliem a competitividade do produto nos mercados nacional e internacional”, destacou.