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Feirantes dizem que reforma seria o maior presente para o Ver-o-Peso

Por O Liberal
Publicado em 27 de março de 2019 às 11:29H

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Aniversário de 392 anos da maior feira da América Latina, trabalhadores apontam possíveis melhorias.

Cartão postal de Belém, o Veropa completa nesta quarta-feira 392 anos 

Uma grande reforma é o presente que feirantes e consumidores desejam para o Ver-o-Peso, o maior complexo de feira livre da América Latina e que completa 392 anos nesta quarta-feira, 27. Por esse espaço, circulam, diariamente, quase 50 mil pessoas, segundo o Dieese. Orivaldo da Silva Santos, mais conhecido como “Irmão”, 61, trabalha há 42 anos na feira. Ele vende ingredientes para preparar feijoada. “É uma feira linda, um cartão postal. O presente seria cuidar do Ver-o-Peso. Cuidar já está dizendo tudo. Tá um pouco, talvez a palavra seja muito pesada, desprezado pelas autoridades competentes”, afirmou. 

“Irmão” é um dos que acham que o Ver-o-Peso devia ser visto com mais carinho pelas autoridades (Igor Mota)

De imediato, ele defende medidas mínimas para o bom funcionamento da feira. “Manter pelo menos as lâmpadas acesas, cuidar da limpeza. O Ver-o-Peso tá um pouco já velhinho e precisa de uma grande reforma. Enquanto não vem essa bendita reforma, vamos fazer os reparos e cuidar da calçada, que não está adequada para cá. Fica água empossada e, por isso, fede”, disse. Na sexta-feira passada, as águas invadiram a feira.

“Gostei da maré alta, porque a água veio e limpou tudinho. Pra mim, foi uma coisa linda, nunca tinha passado por isso”, contou. Vendedor de farinha, Davi Furtado Buriti, 78, trabalha na feira há 54 anos. “No meu eu, falando por mim, o melhor presente que o Ver-o-Peso deveria ganhar era uma grande reforma. Precisa de tudo o que tu pensar. Essa lona tem quase 20 anos. Olha essa buraqueira (aponta para o piso da feira, que é irregular). Não tem lugar nem para o pedestre passar, imagina para o feirante trabalhar”, contou. “Você não vai para o médico fazer um check-up? Ele precisa de um total. De vista, de nariz, de ouvido, garganta”, afirmou. 

Seu Davi Furtado Buriti trabalha na feira há 54 anos na feira (Igor Mota)

Leocádio Pinheiro da Costa, de 66 anos, vende peixe salgado (pirarucu, dourada) no Ver-o-Peso. “Tá precisando de reforma, porque tá muito avacalhado. Chove tudo (aqui). Tem essa lona. É um calor horrível. Muita quentura. Do jeito que está, tem coisa que até espanta o freguês. Não querem entrar na feira por causa disso”, contou ele, que, por causa do piso irregular, trabalha em cima de um tablado de madeira”. Há 40 anos na feira, ele, porém, não gostou da maré alta. “Entrou água e alagou tudo. Dava quase na canela da gente. Ruim. Essa uma foi a maior de todas aqui na feira. E ainda não tinha um visto uma água grande igual a essa. Muita coisa de rato aqui na feira”, completou ele, que é chamado de “Lelé” ou “Lelê”.

Para o aposentado Leopoldo Teixeira, 74 anos, que frequenta regularmente o Ver-o-Peso, a feira precisa de uma reforma. “A última está fazendo mais de 20 anos. Pelo o que está sendo apresentado aí (sobre a estrutura física do espaço), não tem a mínima condição como ponto turístico”, afirmou. “Então, de imediato, precisa de uma reforma da cobertura e das bancadas. É lugar agradável, muito bom vir aqui. Sou aposentado. É uma distração para mim. Venho toda semana. Uma ou duas por semana”. Leopoldo ia comprar, ainda, camarão. “Já comprei um biscoitinho”, disse, sorrindo.

PREFEITURA

Em nota, a Prefeitura Municipal de Belém diz que a revitalização do Ver-o-Peso deve ser iniciada ainda este ano. “Assim que for aprovado o projeto executivo pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a Secretaria Municipal de Urbanismo realizará os procedimentos para licitação e execução da obra, cujo valor está estimado em R$ 40 milhões.”

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