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Instituto aponta crescimento de 143% em desmatamento na Amazônia

Por ORM
Publicado em 12 de março de 2020 às 12:49H

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O desmatamento continua crescendo na região (Oswaldo Forte / O Liberal)

Um estudo divulgado nesta quinta-feira (12) pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) detectou um total de 769 km² de floresta derrubada na Amazônia Legal entre os meses de novembro de 2019 e janeiro deste ano. Das 2.802 células que tiveram ocorrência de desmatamento na região, 56% indicam Ameaça e 44% demonstram Pressão em Áreas de Proteção.

Das dez áreas de proteção presentes na lista, seis estão no Pará: as Terras Indígenas Trincheira/Bacajá, Parakaná, Arara e Cachoeira Seca do Arari, além da Área de Proteção Ambiental do Lago de Tucuruí, Flona do Tapajós. A Terra Indígena Yanomami (PA), segundo o Imazon, é a primeira colocada na relação das áreas mais pressionadas.

O número de células desmatadas no período abrangido pelo estudo é 143% superior ao registrado de novembro de 2018 a janeiro de 2019.

A Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre, que aparecia na terceira posição do ranking das áreas mais ameaçadas, também aparece no topo da lista. O relatório analisa os dados do sistema de monitoramento do Instituto e cruza as informações com células de desmatamento para medir o nível de ameaça e pressão nessas áreas.

Ameaça, o que é?

Ameaça é a medida do risco iminente de ocorrer desmatamento no interior de uma área protegida.  O Imazon utiliza uma distância de 10 km para indicar a zona de vizinhança de uma AP, onde a ocorrência de desmatamento indica ameaça. Segundo o levantamento do Imazon, a AP mais ameaçada foi a Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre.

Pressão

Pressão ocorre quando o desmatamento se manifesta já no interior da área protegida, o que pode levar à perdas ambientais e até mesmo redução ou redefinição de limites da Área Protegida. No estudo divulgado pelo instituto, as duas primeiras colocadas na lista das APs mais pressionadas sequer apareciam no ranking do ano anterior. As Terras Indígenas Yanomami, no Pará, e Alto Rio Negro, no Amazonas, encabeçam a lista, que traz ainda a Reserva Extrativista Chico Mendes, campeã nas APs ameaçadas e que também aparece na lista das mais pressionadas.

Estudo 

Esse é o relatório trimestral do índices de ameaça e pressão de desmatamento em Áreas Protegidas publicado pelo Imazon. A pesquisa é produzida com base em dados de alertas de desmatamento do SAD, sistema de monitoramento desenvolvido pelo instituto. São utilizados apenas os indicadores de desmatamento para determinar ameaça e pressão em uma unidade de conservação, entretanto, outros fatores também oferecem risco para a área, como extração madeireira, atividades de garimpo e hidrelétricas.

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