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Parte de Belém entra em estado de emergência nesta terça

Por ORM
Publicado em 09 de março de 2020 às 20:48H

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Alagamentos em Belém fizeram prefeito decretar emergência (Cláudio Pinheiro / O Liberal)

O prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, decretou estado de emergência para algumas áreas específicas da capital historicamente atingidas por alagamentos. O decreto, por conta das chuvas dos últimos três dias, será publicado no Diário Oficial do Município desta terça-feira (10). O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) será oficiado sobre a situação, mas o prefeito afirma que o órgão federal já garantiu apoio.

Também foi criado um gabinete de gestão de crise, que começa a atuar nesta terça. Enquanto isso, a coleta de lixo da cidade está prejudicada por conta do transbordamento do igarapé Uribóca, em Marituba. Assim como as intervenções no viaduto do Coqueiro, que teve um deslizamento na manhã desta segunda (9).

Na prática, o decreto de estado de emergência dará mais liberdade administrativa para algumas medidas de contenção dos alagamentos, caso mais chuvas fortes caiam sobre Belém. Zenaldo não falou quais áreas exatamente vão ser incluídas no decreto e nem mencionou valores específicos. Disse, porém, que a prefeitura está em condição financeira muito difícil e que conta com recursos federais para agir. Na próxima segunda-feira (16), o prefeito terá uma audiência com o titular do MDR, ministro Rogério Simonetti Marinho.

Com o decreto, o prefeito e o gabinete de gestão de crise vão identificar ações pontuais e mais amplas para amenizar os transtornos das águas de março. Já há algumas decisões tomadas desde a reunião de formação do grupo. Uma é que todas as empresas executando contratos de saneamento com a prefeitura aumentem o efetivo de trabalhadores e máquinas.

O gabinete funcionará na sede da Guarda Municipal de Belém, na avenida Pedro Álvares Cabral e terá serviços de praticamente toda a estrutura do executivo municipal, da saúde à economia.

“Belém bateu recordes históricos de chuva. Dados do Censipam apontam 186 milímetros de chuva no sábado, durante 12 horas, e mais 130 milímetros nesta segunda, durante 10 horas. Em 22 horas, choveu 316 milímetros, sendo que a previsão para todo o mês de março eram 450 mm. Foi a capital com maior índice pluviométrico do país. Somado com maré alta, até as áreas mais altas da cidade alagaram. 100 mm de chuva já representam preocupação em qualquer cidade”, declarou o prefeito.

Além da coincidência de chuva com marés, Zenaldo responsabilizou gestões anteriores pela falta de obras mais efetivas para conter os alagamentos. E também apontou a ocupação irregular do solo, construções precárias sobre canais e destinação inadequada do lixo. Como exemplo do lixo descartado de forma irresponsável, citou que 11 geladeiras foram encontradas nas comportas do canal do Una.

“São 404 anos de problemas acumulados na cidade. Conseguimos prevenir a ocupação de canais. Na nossa gestão, estamos tirando as construções. Em 2018, só do Tucunduba, retiramos 196 casas e remanejamos as família. Mas já identificamos 50 casas no Lago Verde, que vedam a vazão das águas. E a ocupação do canal do Marte — que gera os alagamentos na avenida João Paulo II — e na passagem Caraparu, no Guamá”, comenta Zenaldo.

Prefeito diz quais medidas estão sendo tomadas

Como medidas mais estruturantes de contenção dos alagamentos, o prefeito Zenaldo Coutinho anunciou que a avenida Arthur Bernardes será interditada, no entorno dos residenciais Promorar e Providência — do rua Pará até próximo da igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro —, para dar mais escoamento ao canal que já existe lá. A água do alagamento provocado no sábado ainda não escoou totalmente.

“Identificamos nesses conjuntos duas situações: algumas árvores caíram e obstruíram o canal. Identificamos ainda uma obra particular que está vedando a vazão da água do igarapé no dreno já existente. Estamos solucionando isso e fazendo uma obra definitiva no local para que essas situações não se repitam”, garantiu Zenaldo. Os trabalhos começaram na tarde desta segunda (9). Também já começou a drenagem da avenida João Paulo II.

Na quarta (11), a avenida Bernardo Sayão com a rua dos Mundurucus será fechada para a criação de uma frente de escoamento das águas. Haverá reforço nas obras da macrodrenagem da Bacia da Estrada Nova, nas ruas dos Timbiras e dos Caripunas.

Há equipes avaliando os estragos na Praia Grande, em Mosqueiro, onde ocorreu o deslizamento de uma encosta e uma família está desabrigada. Há ainda avaliações dos estragos no bairro do Benguí, que foi severamente afetado desde sábado.

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