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PF combate crimes cibernéticos no Pará

Por Dol
Publicado em 21 de março de 2017 às 10:12H

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destaque-400258-fewA Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (21), a segunda fase da Operação Darkode, no intuito de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes contra o sistema bancário, por meio eletrônico, e de investigar a negociação de informações úteis à prática de crimes cibernéticos. A operação é realizada no Pará, além de outros três Estados e o Distrito Federal.

A estimativa da corporação é que as ações do grupo tenham causado prejuízo superior a R$ 2,5 milhões, sobretudo mediante fraudes contra o sistema bancário.

No Pará, os policiais cumpriram um mandado de prisão temporária no município de Redenção, no sudeste paraense, contra um suspeito de envolvimento no esquema. De acordo com a PF, havia ainda outros dois mandados previstos para o município, um de busca e apreensão e outro de condução coercitiva, que seriam realizados contra a mãe de um dos suspeitos, mas ela faleceu recentemente e os mandados não chegaram a serem expedidos.

O suspeito preso deverá ser encaminhado para uma penitenciária local, mas caso a unidade não tenha capacidade de abrigar um detento com mandado judicial de outro Estado, deverá ser encaminhado ainda hoje para Goiás.

As diligências também estão sendo executadas nas cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia (GO), Anápolis (GO) e Senador Canedo (GO), bem como nos estados de Tocantins, de Santa Catarina e no Distrito Federal.

O líder do grupo criminoso cumpre pena no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, imposta por sentença condenatória da 11ª Vara Federal de Goiânia em decorrência da prática de crime cibernético, de acordo com informações da corporação.

Na primeira fase da operação, deflagrada em julho de 2015, foram cumpridos sete mandados judiciais em Goiânia, sendo dois de prisão e um de condução coercitiva, além de quatro de busca e apreensão. A ação foi coordenada com forças policiais de diversos países contra hackers que se comunicavam por intermédio de um sítio eletrônico denominado Darkode.

Operação

Cerca de 100 policiais federais cumprem 37 mandados judiciais, sendo quatro de prisão preventiva, 15 de prisão temporária e 18 de busca e apreensão, em residências e em empresas vinculadas à organização. O objetivo é colher provas contra outros integrantes e beneficiários, além de identificar e apreender bens adquiridos ilicitamente.

(Agência Brasil)

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