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Polícia Federal cumpre mandados em oito estados em operação que apura supostos desvios de recursos da saúde no Pará

Por G1
Publicado em 18 de agosto de 2021 às 14:19H

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A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (18) a segunda fase da “Operação SOS”, que investiga supostos desvios em contratos de organizações sociais para a gestão de hospitais públicos no Pará. Estão sendo cumpridos 95 mandados de busca e apreensão, 54 mandados de prisão temporária e seis de prisão preventiva no Pará e mais sete estados: São Paulo, Goiás, Ceará, Amazonas, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Mato Grosso.

Segundo a Polícia Federal, esta fase da operação, denominada Reditus, é para esclarecer as suspeitas de crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro apuradas ao longo das investigações.

A Justiça também determinou sequestro de móveis e imóveis da pessoa que seria o principal operador financeiro do possível esquema, o bloqueio de contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas e determinou também a suspensão de duas empresas que eram usadas, conforme a PF, para lavagem de dinheiro.

A suspeita é que tenham sido desviados cerca de R$ 455 milhões. Os contratos são de 2019 e 2020 e passam de R$ 1,2 bilhão entre quatro organizações sociais, cinco hospitais públicos e quatro hospitais de campanha montados para enfrentar a pandemia.

Dinheiro em espécie foi apreendido, mas o valor, assim como as cidades onde os mandados são cumpridos e nomes dos investigados não foram revelados pela Polícia Federal até as 10h15. Cerca de 400 de policiais e servidores da Controladoria Geral da União estão envolvidos no cumprimento dos mandados.

Em São Paulo os mandados são cumpridos nas cidades de Agudos, Araçatuba, Atibaia, Bauru, Birigui, Campinas, Clementina, Guarulhos, Lins e São Paulo. Há também mandado no Rio de Janeiro (RJ). As demais cidades não foram detalhadas pela PF.

Ainda conforme a PF, os contratos alvo de investigações são:

  • Das organizações sociais: Instituto Panamericano de Gestão (IPG); Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Birigui; Associação da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Pacaembu; e Instituto Nacional de Assistência Integral (Inai).
  • Para administração das unidades de saúde: Hospital de Campanha de Santarém; Hospital de Campanha de Breves; Hospital de Campanha de Belém; Hospital de Campanha de Marabá; Hospital Público Regional de Castanhal; Hospital Público Geral de Castelo dos Sonhos ( Itaituba); Hospital Regional Abelardo Santos (HRAS) e Hospital Regional dos Caetes.

Os nomes dos investigados nesta fase da operação não foram revelados. O Governo do Estado, no entanto, informou em nota que não é alvo da operação porque os contratos com as organizações sociais já foram rompidos. O governo afirmou ainda na nota que apoia as investigações e que espera que a verdade seja esclarecida.

Suspeita de lavagem de dinheiro

As investigações apontam que o governo estadual repassava recursos às organizações e estas contratavam outras empresas para prestar os serviços nas unidades de saúde. Ainda conforme a Polícia Federal, os serviços eram superfaturados ou não eram prestados.

Isso permitia a lavagem de dinheiro e parte dos recursos que deveria ser usado na saúde voltava para pessoas ligadas à organização criminosa.

Primeira fase

Quando foi deflagrada em setembro, a ‘Operação SOS’ teve entre os alvos de mandados de busca e apreensão o governaor do Pará Helder Barbalho (MDB) e secretários do governo. Na época foram cumpridos 41 mandados de busca e apreensão expedidos no estado.

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