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Polícia Militar recomenda atenção a idosos em agências bancárias

Por ORM
Publicado em 25 de março de 2020 às 19:58H

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No dia de pagamento para muitos servidores públicos, agências bancárias ficaram lotadas. Um contraste aos cenários de esvaziamento de partes do Pará — as partes mais pobres não podem parar pela falta de condições financeiras para isso.  Mas quase todo o público era composto por idosos. Justamente um grupo social de duplo risco: tanto pela pandemia de covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2, que pede afastamento social), quanto por segurança pública.

O coronel Pedro Celso, chefe do Departamento Geral de Operações da Polícia Militar (DGO/PM), garante que o policiamento bancário está mantido. Por sinal, garante que todos os servidores da segurança pública, assim como os da saúde — da imprensa também e outros serviços também, observação da Redação Integrada de O Liberal —, não podem parar as atividades. Por isso, afirma que a população, ainda que sinta que as cidades paraenses estão muito desertas e passando insegurança, o policiamento não sofreu alterações.

Diariamente, diz o chefe do DGO, há uma média de 4 mil policiais, por turno, nas ruas do Pará. E operações especiais, que começam em horários específicos, com reforço. O trabalho de inteligência e monitoramento tem sido feito para dar mais celeridade às ações e prevenção de crimes. Ele destaca que as instituições privadas precisam garantir a segurança aos clientes também e não deixar tudo na conta do poder público. Só que ele reforça: idosos não deveriam estar se aglomerando em agências bancárias e nem em casas lotéricas.

A recomendação dos órgãos de saúde, no mundo todo, é isolamento social e só sair em casos de extrema necessidade. Idosos são um grupo vulnerável à pandemia da covid-19 e deveriam estar protegidos em casa. Nada de bancos, nem supermercados, nem nada. No máximo vacina e médico.

Pedro Celso lembra que há outros meios de fazer serviços bancários. A maioria pela internet. O tempo que muita gente recebeu ao trabalhar em casa ou por férias antecipadas, em prevenção à covid-19, deveria ser para cuidar desses idosos. O ideal é que, se não houver jeito de pagar as contas e fazer compras por meios eletrônicos, quem faça saques e pagamentos sejam pessoas mais jovens e em boas condições de saúde. De confiança, claro. E seguindo todos as recomendações de prevenção e higiene.

“Aos idosos que não tem quem faça por eles, a recomendação é ficar atento e não aceitar ajuda de quem não seja do banco e devidamente identificado. Não há hora, dia, local ou condição de saúde que impeça pessoal mal-intencionadas de cometer crimes. Nosso trabalho tem garantido que nenhuma ocorrência tenha ocorrido nesse sentido. Mas o cuidado nunca é demais. Dentro das agências, os bancos têm sido orientados a dispor álcool gel e outras formas de prevenção e informação aos clientes sobre a doença do coronavírus, como distância de 1,5 metro”, explica o coronel. Lembrando que algumas agências bancárias e supermercados estão fazendo horários especiais, entre 6h e 7h, para o público idoso. Mas é necessário se informar antes.

São medidas que o coronel reconhece serem antipáticas, por limitam o contato social e o direito de ir e vir. No entanto, ele lembra que é melhor prevenir do que ter a necessidade de chegar a medidas ainda mais extremas, como toques de recolher ou conduções coercitivas para casa.

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