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Primeira audiência de instrução de julgamento de caso de feminicídio dura cerca de 14 horas

Por MPPA
Publicado em 04 de abril de 2019 às 12:28H

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Moradores protestaram e pediram justiça em frente ao Fórum onde os réus foram ouvidos Foto: PJ de Santa Izabel do Pará

Na audiência foram ouvidas todas as testemunhas de acusação arroladas pelo MP na denúncia, além das testemunhas de defesa.

O Ministério Público do Estado participou nesta quinta-feira (4) da primeira audiência de instrução de julgamento do caso Kalícia. A audiência foi no Fórum de Santa Izabel e durou cerca de 14 horas. O caso de feminicídio, ocorrido em setembro de 2018, provocou comoção na cidade. Os acusados Diego Sá Guimarães da Silva e Rodolfo de Oliveira Monteiro foram denunciados pelos crimes de homicídio qualificado e tentativa de homicídio e enquadrados na Lei Maria da Penha e Lei de Crimes Hediondos. A promotora de Justiça responsável pelo caso é a titular da 2ª PJ Criminal de Santa Izabel Ana Carolina Vilhena Gonçalves Gomes, que atuou em conjunto com as promotoras Lílian Nunes e Nunes e Vyllya Costa Barra Sereni (3ª e 4ª PJ Cível de Santa Izabel, respectivamente).

Na audiência de instrução de julgamento foram ouvidas todas as testemunhas de acusação arroladas pelo MP na denúncia, além das testemunhas de defesa, salvo uma testemunha que será ouvida por meio de carta precatória.

Na ocasião, os réus Diego Sá Guimarães da Silva e Rodolfo de Oliveira Monteiro foram interrogados, mas ambos exerceram o direito constitucional de permanecer em silêncio. O MP pediu prazo para promover a juntada de certidão de antecedentes e laudos periciais e requereu ainda prazo para juntar CD de mídia onde contem áudios de Diego de Sá, quando estava foragido, pedindo abrigo na casa de uma amiga da família, no chile.

Como ocorreu o crime

Na manhã do crime Diego Silva estacionou um veículo por ele alugado em uma rua próxima de onde estava Kalícia. Dentro do automóvel estava seu comparsa Rodolfo Monteiro, autor dos disparos de arma de fogo que mataram Kalícia e atingiram Jefferson Pereira Reis, que havia pegado carona com a vítima. As investigações concluíram que Diego pagou R$ 1.200,00 a Rodolfo para cometer o crime.

Assim que Fiat Uno de Kalícia iniciou viagem pela Rodovia PA-140, que dá acesso ao município de Santo Antônio do Tauá, foi perseguido pelo veículo que conduzia Diego e Rodolfo. Após emparelhar com o carro da vítima, Rodolfo baixou os vidros e fez vários disparos, atingindo os dois ocupantes do Fiat Uno. Kalícia morreu na hora e Jefferson foi socorrido por populares e levado ao hospital, onde sobreviveu.

Apesar dos assassinos terem fugido, foi possível identificar por meio da locadora de automóveis o carro utilizado e o responsável pelo aluguel. Como o carro tinha GPS, foi consultado o mapa de deslocamento e o crime foi desvendado.

Texto: Ascom MPPA

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