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Produção industrial do Pará despenca em março

Por ORM
Publicado em 09 de maio de 2019 às 14:55H

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A produção da indústria paraense voltou a registrar resultado negativo em março, despontando os maiores recuos mensal e anual dentre todas as regiões pesquisadas pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM) divulgada hoje (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento, as indústrias do Pará regrediram 11,3% a produção na passagem de fevereiro para março, repetindo com mais intensidade o desempenho do mês anterior (-1,0%) que interrompeu a reação observada em janeiro (1,3%).

Essa é a perda mais intensa desde fevereiro de 2018 (-11,5%) e o pior desempenho para o mês de março desde o inicio da série histórica, em 2002. Em março do ano passado, por exemplo, a produção industrial do Estado cresceu 11,5%. Na comparação anual (entre março de 2018 e março de 2019), a indústria do Estado registrou queda ainda mais acentuada: -12,5%. Novamente, este é um cenário jamais anotado no Pará pelo levantamento do IBGE. Em fevereiro último, a variação, nesta base  de análise, foi 12,6% e, em março de 2018, de 11,4%.

No geral, outros oito locais pesquisados tiveram taxas negativas na passagem mensal. Região Nordeste (-7,5%), Mato Grosso (-6,6%), Pernambuco (-6,0%), Minas Gerais (-2,2%) e Ceará (-1,7%) também tiveram quedas mais acentuadas do que a média nacional (-1,3%), enquanto São Paulo (-1,3%) e Amazonas (-0,5%) completaram o conjunto de locais com índices negativos. Por outro lado, Espírito Santo (3,6%), Rio de Janeiro (2,9%) e Goiás (2,3%) tiveram as maiores altas. As demais taxas positivas foram no Paraná (1,5%), Santa Catarina (1,2%) e Rio Grande do Sul (1,0%).

Na comparação com março de 2018, o setor industrial caiu 6,1% em março de 2019, com 12 dos 15 locais pesquisados registrando resultados negativos. Além do Pará, Mato Grosso (-12,3%), Espírito Santo (-11,1%) e Amazonas (-10,8%). Minas Gerais (-8,2%), São Paulo (-7,3%), Região Nordeste (-7,0%) e Bahia (-6,6%) registraram taxas negativas mais acentuadas; enquanto Rio Grande do Sul (3,4%), Santa Catarina (3,0%) e Paraná (2,4%) tiveram avanços.

No indicador acumulado do primeiro trimestre de 2019, frente a igual período do ano anterior, o Pará, que aparecia com altas de 5,5% em fevereiro último e 9,5% em março de 2018, despencou para -0,7% – acompanhando os resultados negativos de outros nove locais. Em todo o Brasil, a variação dos três primeiros meses do ano é de -2,2%. No entanto, a taxa anualizada do Pará, indicador acumulado nos últimos doze meses, se mantém como a maior do País em março, com avanço de 7,2%. No País, a variação acumulada nos últimos 12 meses foi bem inferior: -0,1%.

Atividades

A indústria paraense regrediu 12,9% em março de 2019 na comparação com igual mês do ano anterior, com quatro dos sete setores investigados assinalando queda na produção, sendo o maior impacto na produção de minérios de ferro em forma bruta ou beneficiada nas indústrias extrativas (-13,7%). O gerente da Pesquisa, Bernardo Almeida, explica que a extração de minério de ferro representa cerca de 86% do total da indústria no Pará. “Por conta da alta concentração nessa atividade, o resultado no estado fica vulnerável a oscilações na produção”, afirma.

A indústria paraense vinha de duas altas consecutivas em 2017 (10,3%) e 2018 (9,6%) sustentadas principalmente pela ampliação de novas plantas industriais que aumentaram produção de minérios de ferro, porém até o mês de março desse ano apresenta queda industrial de -0,7%. Além da indústria extrativa outros setores também contribuíram para a queda na produção industrial como: produtos de madeira (-12,1%), metalurgia (-15,9%) e fabricação de papel e celulose (-17,4%). Em contrapartida, cresceram os setores de produtos de minerais não-metálicos (3,5%), produtos alimentícios (2,0%) e bebidas (0,2%).

Com relação aos demais setores industriais, Bernado Almeida explica que “o resultado da indústria está sendo determinado pelo alto nível de desemprego e pelo ambiente político, que acarretam cautela na decisão de investimento por parte dos empresários e no consumo por parte das famílias”, conclui o gerente da pesquisa.

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