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Retirada de ruínas submersas no Rio Moju ainda não foi concluída

Por ORM
Publicado em 26 de setembro de 2019 às 13:27H

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O trabalho só será encerrado pouco antes da reinauguração da ponte, diz a Setran (Maycon Nunes / Agência Pará)

A retirada completa das ruínas submersas de parte da ponte que desabou sobre o rio Moju em abril deste ano deve ser concluída antes da entrega da ponte, em novembro deste ano, informou o titular da Secretaria de Estado de Transportes (Setran), Pádua Andrade. Mergulhadores ainda trabalham para a retirada de cerca de 20% dos escombros da estrutura. A dificuldade, segundo a equipe responsável pelo trabalho, é gerada pela forma como os destroços do tabuleiro e pilares da antiga estrutura ficaram assentados no fundo do rio, justamente no entorno da construção do novo pilar. A ponte desabou durante a madrugada, após ser atingida por uma embarcação clandestina. 

As três mil toneladas dos 270 metros de estruturas, um empurrador e uma balsa estão sendo retirados por etapas. Em meados de maio, foram removidas a embarcação e parte da pista de rolamento que caiu por cima da balsa, que estava obstruindo a área de cravação das estacas do novo pilar central. A operação é delicada em virtude da forte correnteza nessa área, que está nas proximidades do encontro dos rios Moju e Acará, alcançando cerca de 5 a 8 nós (equivalente a 20 km/h), aliada à baixa visibilidade no fundo do rio.

Segundo o supervisor da equipe de mergulho, Felipe Vitor dos Santos, a retirada dos escombros é uma atividade extremamente complexa, cercada de cuidados e que exige um aparato tecnológico de alta precisão, além de conhecimento do regime de marés. “Inicialmente, o trabalho ocorria apenas nas ‘janelas’, durante quatro paradas de maré por dia. Agora, utilizamos a estrutura de aço da ponte no fundo do rio (caixão) como proteção nos horários de maré corrente, para fazer os cortes de desmantelamento da estrutura e a preparação para o içamento”, detalhou.

O corte das peças é feito com um alicate “tesoura” ou com eletrodo de corte submerso. Primeiro é cortada a viga caixão de aço, depois é feito o corte das lajes com fio diamantando. Cada pedaço retirado tem entre 50 e 60 toneladas. As partes desmanteladas são levadas para margem do rio para serem fragmentadas e estocadas. Já no caso das estacas, que é totalmente livre (sem proteção do caixão), o trabalho só ocorre durante as ‘janelas’ da maré. A equipe que atua na remoção dos escombros é composta de 10 mergulhares, que também trabalha no período noturno.

Como a estrutura não está completamente repousada no leito do rio, ao final de cada remoção, sua configuração é alterada. Portanto, as operações são elaboradas com mapa de risco, mitigando esses possíveis estados de comportamento, para que as atividades garantam também a segurança estrutural das partes remanescentes da estrutura da ponte na sua configuração original.

No mapa de risco, se considera o desmantelamento, e as operações de construção e de travessia, que, conjuntamente, se realizam em simultaneidade. Todas essas atividades precisam ser encaminhadas até o final de novembro próximo.

“A operação foi um ponto nevrálgico, pois a obra da ponte só foi iniciada após a limpeza da área de construção do vão central, que demorou um pouco mais do que havíamos previsto, no entanto, os trabalhos continuam sem prejuízo para a reconstrução do trecho da estrutura”, disse Pádua.

As partes de concreto armado do desmoronamento da ponte rio Moju serão cortados (desmantelados) em pedaços menores e serão reaproveitados no aterramento de vicinais dos municípios do entorno da ponte, Acará e Moju.

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