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Secretaria de Saúde do Pará investiga sete casos suspeitos de ‘doença da urina preta’

Por G1
Publicado em 17 de setembro de 2021 às 16:35H

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Há sete casos suspeitos da Síndrome de Haff, conhecida como “doença da urina preta”, sendo investigadas pela Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa). São dois casos em Belém, um em Trairão e quatro e Santarém, informou a Sespa nesta sexta-feira (17).

Na semana passada, eram três casos em investigação. Dos sete pacientes com suspeita da doença, um morreu em Santarém.

Até o momento, nenhum deles foi confirmado e o prazo para conclusão das análises não foi informado. “Os exames sanguíneos e de urina dos casos suspeitos foram encaminhados, por meio do Laboratório Central do Estado do Pará (Lacen), para laboratório de referência”, diz a Sespa em nota.

De acordo com o Ministério da Saúde, a doença é causada por uma toxina que pode ser encontrada em determinados peixes como o tambaqui, o badejo e a arabaiana ou crustáceos (lagosta, lagostim, camarão). Quando o peixe não foi guardado e acondicionado de maneira adequada, ele cria uma toxina sem cheiro e sem sabor que contamina quem consome o pescado.

Há prefeituras, como a de Vitória do Xingu, sudoeste do Pará, que suspenderam o consumo de peixes do rio Amazonas. Há outras cidades que também reforçaram a fiscalização sanitária e emitiram alertas para os cuidados com o consumo.

Vendedores de peixe sentem impacto do medo da doença

Com o medo da doença, a compra de pescados diminuiu muito. Peixeiros e pescadores já estão sentindo os impactos. Na manhã desta sexta, alguns dos profissionais da área fizeram um protesto no mercado Ver-o-peso, pedindo que haja providências por parte das autoridades competentes.

Eles dizem que há informações falsas circulando sobre a doença que impactam diretamente nas vendas. Uma reunião deve ser realizada ainda nesta sexta com a prefeitura.

A Sespa informou ainda em nota que “orienta os municípios a aumentarem a atenção à inspeção sanitária dos locais de venda e sobre a importância do acondicionamento correto do pescado”.

Segundo a pesquisadora Rosália Furtado Souza, coordenadora do curso de Engenharia de Pesca da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), os casos se concentram na região do baixo Amazonas, que encontra-se no período de estiagem, quando há redução do volume na renovação da água nos ambientes naturais permitindo a proliferação de algas, o que pode ter propiciado a aparição da toxina.

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