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Setor funerário do Pará ameaça paralisação após ser retirado pelo governo do plano de vacinação

Por Roma News
Publicado em 02 de março de 2021 às 00:18H

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De acordo com o plano nacional de vacinação contra a covid-19, além de idosos, indígenas e profissionais da saúde que atuam na linha frente contra a doença, uma outra categoria também foi incluída como público prioritário da imunização, a de funcionários do sistema funerário que tenham contato com cadáveres potencialmente contaminados. Mas, no Pará, essa categoria não foi incluída do plano estadual de imunização.

“O estado precisa entender que nossa categoria está incluída no plano nacional de vacinação, então, eles tem obrigação de nos vacinar, já que estamos lidando direto com cadáveres de covid-19, com profissionais que estão na linha de frente do combate à doença. Somos nós que entremos nos necrotérios das unidades de saúde para pegar os corpos e preparar para entregar às famílias, ou seja, estamos expostos”, disse indignado o presidente do Sindicato das Empresas do Segmento Funerário do Estado do Pará – Sindef-PA, Ronaldo Borges.

De acordo com Ronaldo, quatro diretores e dois agentes já morreram vítimas da doença. “A maioria das autoridades estão sendo vacinadas, pessoas que nem fazem parte do grupo prioritário de imunização já tomaram a vacina. Nós que estamos na linha de frente da covid estamos sendo excluídos. E esse tanto de vacina que vem pro estado e estamos sempre em último no ranking de vacinação, pra onde estão indo essas vacinas? E se resolvermos parar, quem vai enterrar os mortos? As autoridades? Queremos ser respeitados e o estado está nos desrespeitando”.

Segundo o presidente do Sindef, já foram enviados ofícios ao governador Helder Barbalho (MDB), à Sespa e à Procuradoria Geral do Estado, mas até o momento, só receberam negativas. “Ninguém nos atende quando a gente liga, nossos ofícios não foram atendidos, então, o jeito vai ser parar as atividades. Nesta terça iremos fazer uma grande passeata e se em três dias eles não nos incluírem no plano estadual como grupo prioritário, assim como é o plano nacional do governo federal, nós iremos parar com as atividades”, garantiu Ronaldo.

De acordo com o profissional, no Estado do Pará existem pelo menos 2.300 profissionais que trabalham no sistema funerário e, só em Belém, existem 600 profissionais. “Dos 144 municípios do estado, pelo menos 10 tiveram a consciência e imunizaram uma parte da nossa categoria, não é possível que sejamos esquecidos pelas autoridades”.

A manifestação está programada para esta terça-feira, 2, a partir das 8h30 com saída da Praça da Sé até a Prefeitura, em seguida a passeata vai para a frente do prédio da Sesma localizado na Avenida Governador José Malcher, depois para a Sespa na Avenida João Paulo II e por último, finaliza na frente do Palácio do Governo, na Avenida Almirante Barroso.

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