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Situação continua delicada em Redenção após rompimento de represas

Por O Liberal
Publicado em 30 de novembro de 2018 às 09:56H

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Sobe para 127 número de famílias afetadas diretamente. São 28 desalojadas e 358 atingidas.

A Defesa Civil do Pará intensifica as ações em Redenção, no sul do estado, onde foi decretado estado de emergência por conta das fortes chuvas que vem caindo e que, no último dia 26 causaram o rompimento de três represas. Cerca de 60 agentes foram deslocados para o município na quarta-feira (28) e, juntamente com servidores das secretarias estadual e municipal de Assistência Social, da Secretaria de Transportes (Setran), Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Denit), Corpo de Bombeiros e Polícia Militar, participam de uma força-tarefa nos bairros mais impactados pelos desastres.

Levantamento atualizado nesta quinta-feira (29) indica que o número de famílias atigidas pelas enchentes já chega a 358 em dez bairros, sendo que 127 foram afetadas diretamente e 28 estão desalojadas, ou seja, sem poder voltar para suas residências. Um abrigo foi colocado à disposição pela prefeitura, mas algumas pessoas preferiram ficar em casas de parentes. Ainda segundo os órgãos de segurança pública, não houve nenhum registro de morte ou desaparecidos.

“É importante que façamos a distinção entre desalojados e desabrigados. Dessas 127 famílias afetadas diretamente, quase cem perderam muitos bens nas enchentes, mas já voltaram para suas casas, ainda que as residências estejam avariadas. Contudo, 28 delas simplesmente não têm para onde voltar, e por isso estão desalojadas. Porém, encontraram abrigo na casa de outras pessoas”, explica o presidente da Comissão Municipal de Defesa Civil de Redenção, Wilker Muniz.

“Depois das ações de resgate, estamos atuando diretamente no apoio à população, ajudando a Secretaria Municipal de Assistência Social no cadastramento das famílias e realizando vistorias nas casas atingidas”, informa o capitão Marcelo Santos, sub-chefe da Divisão de Operações da Defesa Civil.

Além da assistência às famílias, o trabalho da Defesa Civil é mais amplo, atuando no monitoramento de outras áreas propensas a enchentes. Eles recebem boletins diários de órgãos de controle ambiental com informes meteorológicos e alertas de acidentes que podem ocorrer no período. Há previsão de chuva forte para os próximos dias, especialmente em municípios como Marabá, Xinguara e Parauapebas.

Segundo o major Felipe Galúcio, comandante do Corpo de Bombeiros Militar na região, uma das causas do rompimento das represas foi a falta de manutenção. “As represas romperam pela pressão natural do volume de água que aumentou por conta das fortes chuvas, mas também pela falta de manutenção e de um projeto técnico bem adequado para que a contenção não cedesse”. O major também informou que será feita uma recomendação formal a todos os proprietários de represas para que sejam  reconstruídas até que seja apresentado o projeto técnico à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas).

As vítimas da enxurrada no município também contam com a solidariedade da população. A Secretaria de Assistência Social é um dos pontos de arrecadação de doações, como colchões, alimentos e roupas. Outros locais que estão recebendo donativos são o CRAS – Centro de Referência em Assistência Social, na Avenida Brasil, a Igreja Assembleia de Deus e o próprio Corpo de Bombeiros.

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