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Trabalhadores da educação aprovam greve sanitária após retomada das aulas presenciais no Pará

Por G1
Publicado em 05 de agosto de 2021 às 09:39H

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A categoria de trabalhadores em educação da rede estadual do Pará decidiram aprovar uma greve sanitária, após debaterem a retomada das aulas presenciais pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

A Seduc disse que “continuará com as aulas presenciais, conforme o Plano de Retomada, aprovado à unanimidade pelo Conselho Estadual de Educação (CEE-PA)”.

Em nota, o sindicato da categoria disse que a decisão foi debatida em assembleia geral nesta quarta. “Esse formato de greve permite a manutenção da oferta das aulas remotas, sem a presencialidade, até que se conclua o ciclo de imunização em segunda dose para toda nossa categoria”, afirma o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Publica do Estado do Pará (Sintepp).

Ainda segundo a categoria, a decisão é baseada no “risco de terceira onda por conta da variante delta do novo coronavírus, das condições sanitárias nas escolas, e ainda que se avance a vacinação de estudantes”.

“A realidade das estruturas físicas das escolas estaduais confirma que a maioria delas se encontra precárias, sem condições higiênicas para evitar a proliferação do coronavírus”, diz o sindicato.

O Sintepp informou que, sobre o retorno presencial, “constatou-se que as orientações possuem muitas debilidades pedagógicas, principalmente com relação à forma em que os conteúdos serão abordados, tornando a continuidade mais lenta, ao compararmos com a forma em que os mesmos vinham sendo trabalhados no primeiro semestre”. Para a categoria, “tal proposta passa aquém do ensino híbrido desenvolvido pela rede particular”.

Os trabalhadores decidiram que só devem retornar às atividades presenciais, após imunização total dos trabalhadores em educação, que a maioria só tomou a primeira dose da vacina anti-Covid, e “considerando um calendário unitário para a educação pública no Pará”.

Já a Seduc afirma que a “decisão pelo retorno está em consonância com estudos científicos e dentro dos rígidos parâmetros estabelecidos pelos órgãos de saúde pública, adotando as medidas cabíveis e todos os protocolos de biossegurança”.

A secretaria afirmou, ainda, que “as unidades escolares que não estão adequadas para o retorno presencial seguirão com as atividades remotas com o intuito de resguardar a saúde de toda a comunidade escolar paraense”.

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