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Vice-prefeito de Jacareacanga é alvo de operação federal e está foragido

Por G1 Pará
Publicado em 17 de junho de 2021 às 00:02H

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Operação Mundurukânia 2 apreende armas e munições em Jacareacanga, no PA — Foto: Reprodução / PF-PA

Um dos alvos da operação Mundurukânia 2, o vice-prefeito de Jacareacanga, sul do Pará, Valmar Kaba Munduruku, está foragido. Ele é suspeito de dar apoio ao garimpo ilegal nas terras indígenas da região e teve mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça Federal e também de busca e apreensão, na operação da Polícia Federal e da Força Nacional.

A ação nesta quarta (16) é conjunta com a Força Nacional de Segurança Pública e a Força Aérea Brasileira. Ao todo, 45 policiais federais e 30 integrantes da Força Nacional atuaram nas terras indígenas Munduruku e Sai Cinza, localidades que seriam alvo de garimpeiros.

Os agentes cumprem seis mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal de Itaituba. Até então, há notícia de duas prisões, mas a Polícia Federal não divulga a identidade dos acusados. Armas e munições estão entre os objetos apreendidos pelos policiais.

A operação é uma resposta aos ataques contra agentes de segurança pública que participaram da Operação Mundurukânia 1, bem como dos incêndios provocados nas residências das lideranças indígenas nos dias 25 e 27 de maio.

Os crimes investigados são de associação criminosa, incêndio, atentado contra a segurança de transporte marítimo, fluvial ou aéreo e coação no curso do processo, entre outros.

Na terça-feira (15), a Justiça Federal determinou o envio de agentes federais para as duas terras indígenas em resposta ao ataque a um ônibus com indígenas Munduruku.

Conflitos

Os atos hostis ocorreram entre 25 a 27 de maio, logo após a deflagração da Operação Mundurukânia 1, que combateu a prática clandestina de garimpos nas terras indígenas Munduruku e Sai Cinza, no município de Jacareacanga.

Essa prática, além de provocar graves danos ao meio ambiente, devido ao uso de produtos químicos altamente nocivos, o que causou a poluição de rios e lençóis freáticos, também gerou conflitos entre garimpeiros e indígenas.

Incêndio em terra Munduruku em Jacareacanga, no Pará, na primeira etapa da operação da PF, em maio. — Foto: Reprodução

Incêndio em terra Munduruku em Jacareacanga, no Pará, na primeira etapa da operação da PF, em maio. — Foto: Reprodução

Os manifestantes, que seriam de grupos do garimpo, tentaram invadir a base e depredar patrimônio da União, aeronaves e equipamentos policiais, provocando que medidas de contenção fossem tomadas com efetividade para a dispersão dos invasores sem que houvesse feridos.

De acordo com a PF, o cumprimento dessa operação também faz parte de uma série de medidas, determinadas pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, em julho do ano passado, para realizar o enfrentamento e monitoramento da Covid, a fim de evitar o contágio e a mortalidade entre a população indígena.

Ainda segundo a PF essa prática, além de provocar graves danos ao meio ambiente devido ao uso de produtos químicos altamente nocivos, ainda causa a poluição de rios e lençóis freáticos, além de gerar uma série de outros problemas sociais na região, como conflitos entre garimpeiros e indígenas.

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