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Mulheres chefes do lar são mais numerosas na região Norte

Por ORM
Publicado em 09 de maio de 2019 às 14:45H

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Mulheres assumem as rédeas da casa e vão em busca de capacitação (Divulgação/ Arquivo)

Dados divulgados nesta quarta-feira (08) pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontam que em torno de 926 mil mulheres são líderes do lar no Estado do Pará, ou seja, 39,38% do número total de domicílios – 2,3 milhões. A pesquisa foi feita com base nos índices do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2017, e utiliza o conceito de chefia como a pessoa referência, ou seja, o integrante da família considerado responsável por aquela casa. O estudo ainda mostrou que o percentual é maior na região Norte. São 2,1 milhões de mulheres chefes do lar (41,38%), dos 5,1 milhões de residências.

Outra pesquisa feita pelo instituto mostrou que houve aumento expressivo do comando feminino em famílias em que há um cônjuge. Entre os casais com filhos, o número de mulheres chefes no Brasil passou de 1 milhão, em 2001, para 6,8 milhões, em 2015, crescimento de 551%. Já no caso dos casais sem filhos, o crescimento foi maior: de 339 mil para 3,1 milhões, salto de 822%.

Segundo a economista Guaraciaba Sarmento, estes números mostram uma transformação no cenário socioeconômico das famílias brasileiras. “O homem sempre foi o responsável por ser o provedor dentro de casa. O crescimento de mulheres líderes mostra que a nossa sociedade tem se transformado”, opinou.

A especialista ainda disse que esses avanços se dão, principalmente, por conta da superação de algumas barreiras, como os níveis de escolaridade, que estão mais altos entre as mulheres, além de maior participação no mercado de trabalho. “As mulheres agora buscam com mais competitividade posições de destaque. Isso reduz certas desigualdades. Então, esse crescimento das mulheres chefes de família nos domicílios tem a ver, sim, com empoderamento, maior educação e maior participação no mercado de trabalho”, disse. Para ela, o desafio econômico é claro: aumentar a renda da mulher e realizar mais capacitações. Isso porque ela acredita que ter apenas um salário sustentando o lar, especialmente com filhos, pode ser difícil.

Nos outros estados da região Norte, o maior percentual de mulheres chefes do lar, de acordo com as análises do Dieese, fica no Amapá (50,03%), seguido por Roraima (49,41%), Acre (47,69%), Amazonas (43,24%), Tocantins e Rondônia (38,41%).

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