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Salário das mulheres cresceu mais do que o dos homens em 2017

Por R7
Publicado em 26 de junho de 2019 às 11:17H

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Os salários pagos às mulheres nas empresas subiram de R$ 2.418 para R$ 2.555 (alta de 5,66%) na passagem de 2016 para 2017, um ajuste maior percentualmente que o da a remuneração média recebida pelos homens (aumento de 4,4%)— que cresceu de R$ 2.955 para R$ 3.086 no período.

Apesar de vencer os homens no reajuste, os dados divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Cempre (Cadastro Central de Empresas), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), indicam que as profissionais ainda têm remuneração média 20,74% inferior à deles.PUBLICIDADE

De acordo com o estudo, o pagamento médio ofertado às mulheres é equivalente a 82,8% dos salários e outras remunerações dos homens. A pesquisa indica ainda que 55,4% do pessoal ocupado assalariado em 2017 era formado por homens e 44,6%, por mulheres.

Em termos gerais, o os salários médios mensais apresentaram aumento real de 4,9%, passando de R$ 2 716,20 para R$ 2 848,77 de 2016 para 2017. Em comparação com a remuneração mínima vigente em 2017, de R$ 937, o salário médio mensal foi da ordem de 3 salários mínimos, sendo de 3,3 salários entre os homens, e de 2,7 por parte das trabalhadoras.

O pessoal ocupado assalariado, que aumentou 1,2% no período, teve a alta guiada pelo maior número de profissionais homens e mulheres: 0,9% e 1,7%, respectivamente.

Diploma superior rendeu salário 3 vezes maior em 2017

O estudo do IBGE também apontou diferença significativa na remuneração dos trabalhadores conforme o grau de escolaridade. Segundo as informações, o salário médio mensal dos profissionais com nível superior foi quase o triplo do pessoal sem faculdade.

De acordo com o Cempre, os assalariados sem nível superior, que representavam 77,4% do mercado de trabalho nacional em 2017, receberam, em média, R$ 1 971,82. O valor é 33,8% menor aos cerca de R$ 5.832,38 pagos aos 22,6% dos assalariados com nível superior.

Na comparação com o salário mínimo vigente em 2017, os trabalhadores sem nível superior receberam, em média, 2,1 remunerações mínimas, enquanto os profissionais com diploma superior faturavam 6,2 salários mínimos.

Ainda na análise por escolaridade a pesquisa afirma que que o pessoal ocupado assalariado sem nível superior permaneceu praticamente estável, enquanto o pessoal ocupado assalariado com nível superior cresceu 5,6% no período.

O Cempe é realizado anualmente com base em informações das pesquisas anuais por empresas nas áreas de indústria, construção, comércio e serviços, do SIMCAD (Sistema de Manutenção Cadastral do Cadastro Central de Empresas) e dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) e do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

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