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Anistia Internacional repudia declaração de comandante do Exército

Por Notícias ao minuto
Publicado em 04 de abril de 2018 às 14:47H

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De acordo com a organização, que é umas instituições de defesa dos direitos humanos mais respeitadas do mundo, as declarações do general “são uma grave afronta à independência dos poderes.

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

ONG Anistia Internacional publicou nesta quarta-feira (4) uma nota de repúdio à declaração do general Villas Boas na véspera do julgamento de Lula em que ele fala que o Exército brasileiro repudia a impunidade.

De acordo com a organização, que é umas instituições de defesa dos direitos humanos mais respeitadas do mundo, as declarações do general “são uma grave afronta à independência dos poderes, ao devido processo legal, uma ameaça ao Estado Democrático de Direito e sinalizam um desvio do papel das Forças Armadas no Brasil”.

Na última terça-feira (3), uma dia antes do julgamento do pedido de habeas corpus para Lula, o general Villas Boas publicou em seu Twitter que “o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à Democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucional”.

“A Anistia Internacional vem a público manifestar seu repúdio às declarações do Comandante do Exército General Villas Boas. As declarações do General são uma grave afronta à independência dos poderes, ao devido processo legal, uma ameaça ao Estado Democrático de Direito e sinalizam um desvio do papel das Forças Armadas no Brasil”, diz a nota.

A Anistia Internacional lembra também dos crimes cometidos pelas Forças Armadas durante a ditadura que não foram julgados como exemplo de impunidade.

“Cabe lembrar ainda que a impunidade dos graves crimes e violações de direitos cometidos pelas forças armadas é uma das feridas abertas na histórias recente brasileira. O Brasil nunca julgou ou responsabilizou os militares e agentes do estado que cometeram execuções, desaparecimentos forçados, tortura, estupros, e todo tipo de violações durante o regime militar”, afirma a ONG. Com informações do Sputnik Brasil.

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