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Após afirmar que Pará seria o epicentro da Covid-19, ex-ministro Mandetta diz que estado já teve pico

Por G1
Publicado em 19 de maio de 2020 às 00:56H

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Após reunião com representantes do governo do Pará no Palácio dos Despachos, em Belém, o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou nesta segunda (18) que o Pará já passou pelo pico da Covid-19 entre 20 de abril e a primeira semana de maio. O encontro com o governador do Pará e o secretário de Saúde do Pará, Alberto Beltrame, discutiu estratégias de combate ao novo coronavírus.

Segundo Mandetta, a região metropolitana de Belém teve “pico há três semanas atrás, estabilizou e está com uma tendência de queda”. A declaração é feita três dias após o ex-ministro afirmar em entrevistas que o Pará seria o novo epicentro da doença no Brasil.

“Isso (a queda) a gente vai vendo no dia a dia, no número de pressão de leitos. Eu gosto sempre de olhar pelo número de pessoas nos hospitais, internadas, acho que são os números mais absolutos”.

Durante a reunião, o governador Helder Barbalho disse que o próximo passo, no entanto, é encerrar o levantamento epidemiológico, para saber qual o real percentual da população que está com o novo coronavírus.

A investigação, segundo Barbalho, pode determinar a continuidade das medidas restritivas no estado. Atualmente, 16 cidades estão sob decreto de ‘lockdown’ (bloqueio total), com fechamento de atividades não essenciais e restrição da circulação de pessoas, para conter a transmissão da doença.

No último boletim divulgado pela Secretaria de Saúde do Pará (Sespa) nesta segunda (18), o Pará tem 15.467 casos confirmados e 1.392 óbitos. Somente nesta segunda, foram 1.266 casos e 112 mortes.

Reunião

Reunião de Mandetta com Helder, em Belém — Foto: Agência Pará

Reunião de Mandetta com Helder, em Belém — Foto: Agência Pará

Mandetta veio ao Pará como convidado da organização Comunitas, entidade social especialista em parcerias público-privadas, que atua junto a governos estaduais e municipais. A visita já havia sido anunciada por Barbalho no domingo (17).

“Eu e o Beltrame [Alberto, Secretário da Saúde do Pará] convidamos ele para vir para cá debater estratégias que possam fortalecer as ações do governo do estado na luta contra o coronavírus”, afirmou.

Na reunião, Barbalho também anunciou a chegada de 50 respiradores do Ministério da Saúde. Os equipamentos foram transferidos para somar 390 leitos de Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) na cobertura de atendimento para casos da Covid-19.

Pará seria novo epicentro da doença

Em entrevista à jornalista Leda Nagle, Mandetta afirmou, na noite de sexta, que o Pará poderia ser o próximo epicentro da pandemia no Brasil. Segundo o ex-ministro, a curva de casos no estado estaria ascendente e sem indicativos de queda.

“Se você me perguntar hoje quem é que tá com o maior problema, é o Pará. O Pará vai ser o epicentro, vai deslocar de Manaus e vai cair no Pará, em Belém. Ela tá com a curva dela só que sobe. Nas próximas duas, três semanas, ela vai sofrer muito. O sistema já tá começando a fase de colapso, ela vai atravessar o mês de junho colapsada. Então falar em atividade econômica em Belém é, assim uma, ninguém vai, as pessoas vão conhecer pessoas, vizinhos, que morreram. Não vai rolar”, afirmou Mandetta, no canal da jornalista na internet.

Projeções

Há um mês, estudos na Universidade Federal do Pará (UFPA) e Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) previram a situação que o Pará estaria em meados de maio em relação ao avanço da Covid-19.

No cenário analisado, os pesquisadores da Ufra estimaram que o pico da Covid-19 no Pará poderia ocorrer no dia 14 de maio, quando o Pará estaria com 12 mil novos infectados em 24 horas neste dia. A projeção estatística indicava que o número total de infectados poderia chegar a 200 mil pessoas, caso não sejam atendidas as medidas de distanciamento social.

Em estudo mais recente, a conclusão é de incerteza quanto ao pico, devido aos níveis de isolamento social abaixo do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) de 70%. No boletim mais recente, o estado teve somente 57% da população em casa.

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