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Tucuruí, 28 de July de 2026
Sistema Floresta

Operação prende 37 suspeitos de aplicar golpe do falso advogado; prejuízo no Pará passa de R$ 1 milhão

Por Floresta News
Publicado em 28 de julho de 2026 às 12:29H

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Uma operação coordenada pelas forças de segurança do Pará prendeu 37 pessoas investigadas por integrar um esquema de estelionato conhecido como golpe do falso advogado. De acordo com a Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), o prejuízo causado às vítimas no Pará ultrapassa R$ 1 milhão.

A Operação Data Venia foi deflagrada na última quinta-feira (23) e teve a participação da Polícia Civil do Pará, com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e da Polícia Civil do Ceará. A ação foi confirmada pelas autoridades na segunda-feira (27).

Durante a operação, foram cumpridos 54 mandados de prisão preventiva e 60 mandados de busca e apreensão domiciliar em municípios do estado do Ceará. Até o momento, 37 investigados foram presos.

Segundo as investigações, o grupo criminoso utilizava técnicas de engenharia social para enganar as vítimas. Os suspeitos entravam em contato por aplicativos de mensagens, se passando por advogados ou representantes de escritórios de advocacia. Para dar credibilidade ao golpe, utilizavam informações públicas de processos judiciais e linguagem jurídica.

As vítimas eram informadas de que possuíam valores a receber em ações judiciais, mas, para que o dinheiro fosse liberado, precisavam realizar pagamentos referentes a supostas custas processuais, impostos ou taxas cartorárias. Após a transferência dos valores, os criminosos desapareciam.

A investigação foi conduzida pela Diretoria Estadual de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Civil do Pará e também identificou procedimentos policiais envolvendo os mesmos investigados nos estados de Mato Grosso, Amazonas e Amapá, indicando que o grupo atuava em diferentes regiões do país.

As investigações continuam com a análise dos aparelhos eletrônicos apreendidos durante a operação. O objetivo é identificar outros integrantes da organização criminosa, além de rastrear o destino dos recursos obtidos por meio das fraudes.

Conforme o Ministério da Justiça e Segurança Pública, os investigados poderão responder, de acordo com a participação de cada um, pelos crimes de estelionato eletrônico, associação criminosa, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Orientações para evitar o golpe

O Ministério da Justiça alerta que a população deve desconfiar de mensagens solicitando pagamentos via PIX ou transferência bancária para liberar valores supostamente vinculados a processos judiciais.

A recomendação é nunca realizar transferências para contas de terceiros ou chaves PIX desconhecidas, confirmar qualquer solicitação diretamente com o advogado ou escritório responsável por canais oficiais e, em caso de suspeita, registrar um boletim de ocorrência, além de guardar capturas de tela das conversas, comprovantes de pagamento e os números utilizados pelos golpistas.

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