Por Floresta News
Publicado em 02 de março de 2026 às 07:10H

Um homem apontado como executor do assassinato de uma mulher grávida morreu durante intervenção policial no município de Pacajá, no sudoeste do Pará, na quinta-feira (26).
De acordo com a polícia, Dielyson Nunes da Silva, 23 anos, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e era considerado foragido do sistema prisional. Ele foi localizado durante operação conjunta, mas, segundo os agentes, reagiu à abordagem. Houve troca de tiros, o suspeito foi baleado, chegou a ser socorrido, porém não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital. A arma de fogo e munições que estariam em posse dele foram apreendidas.
Dielyson era investigado como executor de Karina Carvalho Félix, de 27 anos, morta no dia 16 de fevereiro, em Altamira. Grávida de três meses, a vítima foi atingida por pelo menos oito disparos em frente à casa de parentes.
As investigações apontam que o crime teria sido motivado por disputa entre facções rivais. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o suspeito chega de motocicleta, estaciona em uma rua próxima e segue a pé até o local onde Karina estava com familiares. Após efetuar os disparos, ele fugiu.
Ainda conforme a polícia, depois do homicídio em Altamira, Dielyson seguiu para o município de Anapu, onde teria assassinado um adolescente de 14 anos. Com mandado de prisão em aberto, ele passou a ser alvo de operação para cumprimento da ordem judicial, mas conseguiu escapar para Pacajá, onde acabou sendo localizado.
A ação que resultou na morte do suspeito contou com a participação da Delegacia de Homicídios de Altamira, do Serviço de Inteligência da 4ª Companhia Independente de Missões Especiais (Cime) de Altamira e da Polícia Militar de Pacajá.
O delegado Stéfano Alves, responsável pela Delegacia de Homicídios de Altamira, informou que Dielyson era apontado como líder da facção Comando Classe A (CCA).
Um dia após o assassinato de Karina, um jovem e uma adolescente de 16 anos, irmãos, foram detidos sob suspeita de atuarem como informantes do atirador. Eles foram posteriormente colocados em liberdade pela Justiça e irão responder ao processo em liberdade.
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