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Comissão anuncia prisão de ex-diretor da Saúde acusado de corrupção

Por R7
Publicado em 07 de julho de 2021 às 23:03H

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Former Logistics Director of the Ministry of Health, Roberto Ferreira Dias, looks on during a meeting of the Parliamentary Inquiry Committee (CPI) to investigate government actions and management during the coronavirus disease (COVID-19) pandemic, at the Federal Senate in Brasilia, Brazil July 7, 2021. REUTERS/Adriano Machado

O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), anunciou nesta quarta-feira (7) a prisão do ex-diretor do Ministério da Saúde Roberto Dias por falso testemunho durante seu depoimento aos senadores. A prisão de convocados é feita pela Polícia Legislativa do Senado, que levará Dias até sua delegacia para efetuar o mandado de prisão, quando será entregue à Polícia Federal.

“Não aceito que a CPI vire chacota. Nós temos 527 mil mortos, e os caras brincando de comprar vacina! Porque ele não teve esse empenho para comprar a Pfizer, que era de responsabilidade dele na época. Ele está preso por mentir, por perjúrio”, declarou Aziz.

O parlamentar usou como base para o pedido de prisão a contradição entre áudios do celular do representante da Davati Medical Supply e policial militar, Paulo Dominguetti, que denunciou Dias por pedir propina pela compra de 400 milhões de doses da Astrazeneca, e o depoimento do ex-diretor. 

Dias afirmou aos senadores repetidas vezes que seu encontro com Dominguetti em fevereiro deste ano, onde teria ocorrido a proposta de propina, teria acontecido por coincidência. “Não era um jantar com fornecedor, era um jantar com um amigo”, disse.

Aziz, porém, rebateu com mensagens apreendidas do celular de Dominguetti que o mostram avisando, no dia 25 de fevereiro, aos seus superiores na Davati que se encontraria com Roberto Dias.

Depois do encontro, Dias foi acusado por Dominguetti de ter pedido propina de US$ 1 por dose comprada no início da negociação da vacina da Astrazeneca/Oxford, que não trabalha com intermediários para negociar com o Ministério da Saúde. O ex-diretor negou as acusações à CPI, chamou Dominguetti de “picareta” e disse que as acusações contra ele “partem de pessoas desqualificadas”

Essa foi a primeira vez que Aziz pediu a prisão de um depoente durante os trabalhos da CPI, marcando uma mudança em sua postura como presidente. Ele já foi pressionado por senadores a prender outros dois convocados: o ex-secretário Especial de Comunicação Social da Presidência da República, Fabio Wajngarten, e o representante Luiz Dominguetti.

Os dois mostraram claras contradições entre seus depoimentos e documentos oficiais ou periciados, mas Aziz negou os pedidos mesmo quando vieram do relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Por isso, a prisão de Dias gerou protestos de senadores governistas e oposicionistas, que questionaram o motivo de outros depoentes não terem sido presos até agora. Aziz não aceitou nenhum pedido de reconsiderar a prisão. 

“Todo depoente que estiver aqui que achar que pode brincar terá o mesmo destino dele. Ele que recorra na Justiça, mas ele está preso e a sessão está encerrada”, finalizou o presidente.

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