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Lava Jato pede condenação de José Dirceu e mais dois por corrupção

Por R7
Publicado em 09 de fevereiro de 2021 às 00:30H

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O MPF (Ministério Público Federal) solicitou, nesta segunda-feira (8), a condenação dos réus José Dirceu de Oliveira e Silva, ex-ministro do governo Lula, Gerson de Mello Almada e Luiz Eduardo de Oliveira e Silva em ação penal por prática de crimes de lavagem de dinheiro e corrupção em contratos firmados entre a Petrobras e as empreiteiras Engevix e UTC Engenharia.

As alegações finais do órgão público foram enviadas ao juiz federal da 13ª Vara Federal de Curitiba pelos procuradores da República que compõem o núcleo do Grupo de Atuação e Combate ao Crime organizado da Operação Lava Jato no Paraná. Também são apontados na ação os nomes de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, e Walmir Pinheiro Santana.

Segundo a denúncia, o ex-ministro teria recebido propina por acordos firmados pela Entrelinhas — que possuía contrato com a JD Assessoria, empresa de José Dirceu —  por pagamento de serviços em períodos cuja continuidade só seria possível em razão de a Engevix ter assumido os custos em favor da empresa do político.

“Imputa a exordial acusatória, ainda, no contexto dos crimes antecedentes perpetrados no bojo de contratos firmados pelo Grupo UTC com o Governo Federal, especialmente com a PETROBRAS, a celebração de 02 (dois) aditivos contratuais de prestação de serviços ideologicamente falsos entre a UTC e a JD ASSESSORIA [empresa de José Dirceu], datados de 01/02/2013 e 01/02/2014, os quais ensejaram a emissão de notas fiscais no montante total global de R$ 1.536.000,00 e a transferência de valores líquidos, após a dedução de impostos e contribuições sociais, no montante global de R$ 1.441.536,00, mediante 21 (vinte um) pagamentos”, complementa trecho da denúncia do MPF.

O relatório cobra a repressão dos delitos, diz que os réus utilizaram técnicas de contrainteligência para garantir a sua impunidade e ainda que a análise dos fatos engloba a existência de um “cartel que se relacionava de forma espúria com diretorias da maior estatal do país por mecanismo de corrupção que era praticado com elevado grau de sofisticação, envolvendo a realização de acordo prévio e genérico de corrupção que posteriormente era concretizado em situações específicas com a utilização de diversos e velados mecanismos…”

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