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Procurador geral do MP é alvo de ataques após pedir afastamento de Helder Barbalho

Por Roma News
Publicado em 04 de abril de 2021 às 22:39H

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Três dias depois de tornar pública a ação por improbidade administrativa contra o governador do Pará,  Helder Barbalho (MDB), no sábado, 3, o jornal que pertence a família do governador, publicou uma matéria acusando o ex-secretário de saúde do município de Belém, que também é cunhado do procurador geral de Justiça do Pará, Gilberto Martins, de “superfaturar a compra da bomba de infusão”.

Em entrevista exclusiva ao Portal Roma News, o procurador falou sobre o ataque e afirmou que não irá encerrar a ação contra o governador.

“Eles querem confundir a opinião pública, me intimidar e, intimidar as autoridades que adotem quaisquer medidas de investigação contra o governador. Mas, eu quero deixar bem claro que eu não me intimido com isso e não vou me curvar para essas atitudes”, diz o procurador, sobre a matéria veiculada no Diário do Pará.

Com relação a acusação feita pelo meio de comunicação da família Barbalho, o procurador afirma desconhecer da acusação. “Eu desconheço esse fato que eles alegam. Isso nunca veio à tona e também não é de minha atribuição apurar. Além disso, tal fato nunca foi noticiado. Agora curioso é eles divulgarem uma notícia vazia, envolvendo uma pessoa da minha família, três dias depois que nós entramos com a ação contra o governador repleta de provas contra ele, provas estas que ele mesmo nos forneceu”, destaca Gilberto.

Martins reforça que se houve uma denúncia contra o ex-secretário de saúde municipal e não se promoveu, é porque não houve irregularidades. “Não é atribuição minha enquanto procurador. Existem seis promotores que podem apurar essas denúncias, e se não se promoveu, significa que não foram encontradas quaisquer irregularidades. Mas, eles sempre vão querer procurar qualquer coisa pra me atacar ou a minha família, basta investigarmos o governador. Porque contra ele sim, temos provas e todas foram fornecidas por ele mesmo”.

No dia 31 de março, o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio do procurador-geral de Justiça, Gilberto Martins, ingressou com uma Ação Civil Pública de improbidade administrativa contra o governador do Estado, Helder Barbalho (MDB) e mais 10 pessoas são réus no caso da compra de bombas de infusão para o combate a pandemia da covid-19. Entre os pedidos, está o de afastamento imediato do governador e a suspensão de direitos políticos de todos os acusados.

“Todas as provas que estão nos autos, que comprovam que houve fraude, quem forneceu foi o próprio Helder, que ‘entregou de bandeja’ para o Ministério Público quando articulou as compras que foram comprovadas após a quebra do sigilo telefônico dele em que tivemos acesso às trocas de mensagens entre os demais envolvidos no esquema. As provas são indiscutíveis. Isso foi dito pela Polícia Federal, pela Procuradoria Geral da República, pelo Ministério Público, e pelo ministro relator do caso que informou que o governador, diante das provas, era quem coordenava todo esse esquema. Além disso, foi apontado também pelo Tribunal de Contas que obteve acesso às provas. Eu não sei que tipo de efeito essa matéria publicada pelo jornal da família dele pode gerar, mas eu espero que o judiciário não se curve a essa atitude desse meio de comunicação, pois, continuaremos apurando aquilo que é de nosso dever e de nossa obrigação”.

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