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IFPA produz viseira de proteção para hospitais

Por Dol
Publicado em 04 de abril de 2020 às 07:50H

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A viseira protetora, tipo ‘faceshield’, será doada pela instituição. | Divulgação

O período de quarentena, imposto pela pandemia do coronavírus, tem despertado a solidariedade. Essa rede de cooperação tem aumentado e, com a ajuda da tecnologia, já conta com a participação de estudantes, técnicos e professores do Instituto Federal do Pará (IFPA).

O Campus Belém está produzindo um protótipo de viseiras de proteção em impressoras 3D, que serão doadas a hospitais. A iniciativa partiu do técnico Ivo Paes, coordenador do Núcleo de Difusão de Tecnologias, Inovação e Extensão. “Desde que me distanciei, venho tentando me envolver com alguma ação. Faço parte do grupo Aprendizagem Criativa e discutimos sobre o que poderíamos ajudar. Foi aí que surgiu a ideia de construir um modelo de viseira protetora”, explica.

A ideia contou com o apoio do Diretor Geral, professor Raimundo Otoni, que autorizou a transferência dos equipamentos para a casa do servidor, enquanto a quarentena persistir. “Como instituição pública, o IFPA Campus Belém tem o compromisso ético e a responsabilidade social de servir à população. Com profissionais capacitados e equipamentos modernos, podemos dar nossa contribuição nessa luta contra o coronavírus”, destacou.

O projeto tem a participação do professor Arildomá Lobato Peixoto, do curso de Mecânica. “Qualquer ajuda para tentar enfrentar essa praga que está querendo nos acometer (Covid-19) é válida. E se temos os equipamentos, materiais e pessoas, então por que não o fazer? Poderemos juntar esforços e construir várias peças que poderão ser muito úteis aos nossos heróis da saúde que estão na linha de frente desse enfrentamento”, afirmou.

Plano de Ação

“Estamos unindo forças e envolvendo toda a comunidade acadêmica, através de projetos e ações no combate ao coronavírus”, destacou a professora Helena Cunha, coordenadora do Grupo Especial de Prevenção ao Coronavírus, criado no Campus Belém.

Com tantos casos de hospitalização, os hospitais não estavam preparados com estoques de equipamentos de proteção individual (EPI), como a viseira protetora facial. Helena Cunha ressalta a importância do equipamento, que seguirá os requisitos legais e as normas de segurança do Ministério da Saúde. “Ele é usado tanto em procedimentos de entubação como nos atendimentos gerais. O objetivo principal é proteger a região dos olhos contra gotículas, além de ajudarem a prolongar a vida útil das máscaras. Mas, antes, claro, uma equipe médica vai validar o material, em questões como segurança, fixação, controle de limpeza e esterilização”.

Álcool em Gel

De acordo com a professora, outros profissionais do Campus Belém também estão desenvolvendo atividades para a produção de álcool em gel e que o material será distribuído para a Vigilância Sanitária e para o hospital Barros Barreto.

Hospital Metropolitano produz próprias máscaras

O Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), gerenciado pela Pró-Saúde em Ananindeua, iniciou a produção de máscaras faciais do modelo escudo, para proteção dos colaboradores da área assistencial da unidade. O item é essencial na prevenção do novo coronavírus e será produzido no Laboratório de Tecnologia Assistiva, projeto do HMUE que utiliza matérias-primas de baixo custo para produzir órteses.

A máscara segue todas as recomendações da Anvisa. Ela é um complemento aos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como luvas, touca, óculos, avental e máscaras cirúrgicas ou N95.

A máscara-escudo, estilo “face shield”, é suplementar à utilização das máscaras comuns, protegendo também a região dos olhos, além de ser totalmente higienizável. O objeto será produzido na unidade com materiais de baixo custo, como acetato, material que compõe a parte frontal e PVC, responsável pela aderência do equipamento à testa do profissional.

“A máscara protege toda a região facial e cabeça. Os materiais utilizados são resistentes e seguem o padrão utilizado para este tipo de dispositivo, com a vantagem de ser higienizável. A medida que for sendo utilizada, após o atendimento, é obrigatório higienizar e, conforme o desgaste natural, realizar a troca”, explica Vitor Vilhena, terapeuta ocupacional do Metropolitano. “Nossa equipe está empenhada para fabricar as máscaras. Inicialmente, elas serão direcionadas para os setores de urgência, emergência e internações e, em seguida, para os demais profissionais da equipe assistencial”, completa.

A equipe pretende fazer mais de 150 máscaras de proteção para os colaboradores assistenciais que estão na linha de frente do atendimento aos pacientes. A necessidade surgiu em razão da escassez dos equipamentos de proteção no mercado.

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