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No Dia Mundial da Água, Pará não tem muito a comemorar

Por O Liberal
Publicado em 22 de março de 2019 às 13:21H

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Pesquisa do IBGE mostra que 88% dos paraenses não têm acesso a esgotamento sanitário.

O Pará tem o quarto pior indicador de esgotamento sanitário do Brasil. Uma grande parcela dos paraenses, 88%, não tem acesso a esgotamento sanitário. Hoje, 22, quando é comemorado o Dia Mundial da Água, a pesquisa Síntese de Indicadores Sociais – SIS, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que é preciso avançar bastante para melhorar os índices no Estado.

Apesar de ter em seu território parte do maior aquífero do mundo – posicionado nas bacias do Marajó (PA), Amazonas, Solimões (AM) e Acre, capaz de abastecer o planeta por 250 anos, com uma reserva hídrica estimada em 162.520 km³ – o Pará ocupa o segundo lugar no ranking dos Estados com o pior índice de acesso à água em rede-geral. De acordo com a pesquisa, 51,2% dos paraenses têm dificuldades de acesso e são obrigados a recorrer a outras formas de obtenção de água para a residência.

Analisando o conjunto de serviços que fazem parte de um saneamento básico de qualidade, abastecimento de água, coleta de lixo regular e esgotamento sanitário, verifica-se que 90,4% dos paraenses sofrem com algum problema em ao menos uma dessas categorias. Comparado com as demais regiões brasileiras, o Pará também fica na quarta posição. Apenas Rondônia (90,8%), Amapá (91,2%) e Piauí (91,8%) apresentaram índices piores que o Pará.

Outro agravante para a situação do sistema de abastecimento de água no Pará é a falta de banheiros exclusivos nas residências. O Pará tem o segundo pior percentual do Brasil. Aqui, 13% das casas não têm banheiro exclusivo para moradores. O Estado perde apenas para o Acre, onde 18% da população sofre com este problema. A ausência de banheiros nas residências torna a população mais vulnerável aos riscos de contaminação de doenças que são maiores em banheiros compartilhados.

Em relação a coleta de lixo, um dos componentes do saneamento básico de qualidade, a pesquisa registrou que 24% da população paraense não tinha acesso à coleta regular de lixo de forma direta ou indireta. Novamente, o resultado posicionou o Pará com o quarto pior indicador em todo o Brasil. O Maranhão é onde o problema da coleta de lixo é mais grave. No Estado da região nordeste, 33% da população não tem acesso à coleta. Já São Paulo garantiu o melhor resultado. Apenas 1% da população paulista tem dificuldades com a coleta de lixo.