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Tucuruí, 24 de October de 2019
Sistema Floresta

1 milhão de pessoas contraem DSTs tratáveis por dia, alerta OMS

Por O Globo
Publicado em 10 de junho de 2019 às 10:00H

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Mais de 1 milhão de pessoas entre 15 e 49 anos contraem infecções sexualmente transmissíveis (DSTs) curáveis ​​todos os dias, de acordo com dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Isso equivale a mais de 376 milhões de novos casos anuais de doenças como clamídia, gonorreia, tricomoníase e sífilis.

“Estamos vendo uma falta de progresso preocupante na luta para impedir a disseminação de infeções sexualmente transmissíveis em todo o mundo”, disse o diretor-geral de Preparação e Resposta a Emergências da OMS, Peter Salama, em comunicado. “Esse é um alerta para um esforço conjunto para garantir que todos, em todos os lugares, possam acessar os serviços de que necessitam para prevenir e tratar essas doenças debilitantes.”

De acordo com os especialistas, essas enfermidades têm um impacto profundo na saúde de adultos e crianças em todo o mundo. Se não forem tratadas, podem levar a efeitos graves e crônicos, como problemas neurológicas e cardiovasculares, infertilidade e aumento do risco de transmissão do HIV.

A OMS analisou dados de 2016 e percebeu que, se comparados com os do ano de 2012, não houve declínio substancial nas taxas de infecções novas ou já existentes. Em média, aproximadamente 1 em cada 25 pessoas no mundo tem pelo menos uma dessas DSTs — em alguns casos, a mesma pessoa apresenta mais de uma doença ao mesmo tempo.

Todas as enfermidades destacadas pela entidade podem ser prevenidas com o uso de preservativos, assim como muitas outras (HIV, por exemplo). Vale lembrar que o uso da camisinha é recomendado não apenas no sexo vaginal, mas também na prática oral e anal.

A OMS também destaca que diversas infecções podem ser transmitidas de mãe para filho durante a gravidez — só em 2016, 200 mil bebês morreram por conta da transmição vertical da sífilis, por exemplo.

“DSTs estão por toda parte. Eles são mais comuns do que pensamos, mas não prestamos atenção suficiente a eles e continuamos a estigmatizar aqueles que sofrem delas”, disse Teodora Wi, do Departamento de Saúde Reprodutiva da OMS, de acordo com o jornal espanhol El País. “Temos que falar clara e sinceramente sobre eles e não tratá-las de maneira diferente de outras doenças. Não podemos varrê-las para debaixo do tapete e fingir que não existem “, acrescentou.

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