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14 casos suspeitos de sarampo estão em investigação em Belém

Por ORM
Publicado em 29 de setembro de 2019 às 11:03H

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Vacinação contra o sarampo de crianças de seis meses a menores de um ano de idade. (Igor Mota / Arquivo O Liberal)

A Secretaria Municipal de Saúde informou na sexta-feira (27) que, no momento, está com quatorze casos de sarampo em investigação, que aguardam os resultados dos exames feitos em Belém e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A Sesma não confirmou a informação, recebida por este jornal, de um caso de sarampo cujo paciente está hospitalizado na capital paraense. “Não procede essa informação”, garantiu.

Em 2019, entre as Semanas Epidemiológicas de 1 a 38 (30 do 12 de 2018 a 21 do 9 de 2019), Belém notificou 30 casos suspeitos de sarampo (24 residentes em Belém e seis provenientes de outros municípios). Entre os residentes de Belém, três casos foram confirmados, sete casos foram descartados por meio de exames laboratoriais e 14 casos seguem em investigação.

Ainda segundo a Sesma, os três casos confirmados de sarampo são importados, cujo período de exposição ocorreu durante viagem a São Paulo, onde ocorre o maior número de casos confirmados da doença. As medidas profiláticas de bloqueio e isolamento já foram realizadas pela Divisão de Vigilância Epidemiológica de acordo com recomendações do Ministério da Saúde.

Já a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) informou que não houve nenhum caso de sarampo em 2017. E que, de junho de 2018 a maio de 2019, o Pará enfrentou dois surtos da doença, um em Belém, com nove casos confirmados, e outro no oeste do Estado, com 127 casos confirmados. Esses surtos foram encerrados após 12 semanas sem casos novos, conforme estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), e ambos estiveram relacionados aos surtos do Roraima e Amazonas respectivamente. Atualmente, acrescentou a Sespa, “o Pará vive um novo quadro, tendo sido confirmados três casos da doença em residentes de Belém que passaram férias de julho em São Paulo. Portanto, os casos estão relacionados ao surto que ocorre em São Paulo”.

Segundo o Ministério da Saúde, pessoas que vão viajar, tanto para destinos no Brasil quanto internacionais, devem se certificar de que estão em dia com as doses da vacina tríplice viral. No Brasil, a recomendação é de duas doses a partir de 12 meses a 29 anos de idade, e uma dose para a população de 30 a 49 anos. A pessoa não vacinada contra o sarampo deve receber a vacina com pelo menos 15 dias de antecedência da viagem.

Além de estar com a situação vacinal atualizada, o viajante deve incluir o cartão de vacinação entre os documentos da viagem. O Ministério da Saúde alerta que as crianças são as mais suscetíveis às complicações e óbitos por sarampo, e a incidência de casos em menores de um ano de idade é nove vezes maior em relação à população em geral, havendo registro no Brasil de 52 casos confirmados nessa faixa etária para cada 100 mil habitantes. A segunda faixa etária mais atingida pela doença é a de um a quatro anos.

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