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175 diagnósticos de esclerose múltipla são confirmados no Pará

Por ORM
Publicado em 30 de agosto de 2019 às 10:44H

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Embora a esclerose múltipla ocorra mais nas regiões polares e frias, há aumento na ocorrência da doença em regiões com clima equatorial ou de floresta tropical, como no Pará. Há dez anos, no Estado, havia 38 casos doença diagnosticados pelo Centro de Referência de Doenças Desmielinizantes/Esclerose Múltiplas, que existe hoje em Belém, na Região Metropolitana, e Santarém, oeste do Pará. Agora, o Estado conta com 175 casos confirmados. Destes, 150 são acompanhados no Centro que fica no Hospital Ophir Loyola, no bairro de São Brás, e 25 casos no Centro localizado em Santarém. No mundo existem cerca de 35 mil pessoas com a esclerose múltipla, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). No Ambulatório do Centro no Ophir Loyola há 600 pacientes. Destes, 150 casos já foram diagnosticados com esclerose múltipla. Outros 200 podem ser ou não, pois ainda estão em investigação e acompanhamento médico. Os demais 250 casos apresentam outras doenças desmielinizantes.

Hoje é comemorado o Dia Nacional da Conscientização sobre a Esclerose Múltipla. O neurologista Hideraldo Cabeça, coordenador do Centro de Referência de Doenças Desmielinizantes/ Esclerose Múltiplas do Ophir Loyola esclarece que esclerose múltipla é uma doença inflamatória do sistema nervoso central, na qual ocorre destruição da mielina, proteína fundamental ao processo de transmissão dos impulsos nervosos e que cobre o nervo. Por isso, é também chamada de doença desmielinizante. “Ela é uma doença inflamatória do sistema nervoso central. Existe uma substância branca tanto no cérebro quanto na medula onde pode se produzir placas de inflamação, que podem produzir manifestações clínicas diferentes, como paralisia dos membros, da fala; ter dificuldade ou perda da visão, que pode ser momentânea ou definitiva, ou enxergar duplo; retenção de urina; formigamento de um braço, perna e boca, dormência na língua. São sintomas que persistem por mais de 24 horas”, explica Hideraldo.

Neurologista deve investigar os sintomas

Por conta dessas manifestações múltiplas, o neurologista Hideraldo Cabeça frisa que o diagnóstico é aberto, pois nem sempre a doença, que pode ser adquirida por fatores genéticos ou ambientais, se manifesta de forma clara que é esclerose múltipla. “Então, há necessidade de se fazer o diagnóstico diferencial, que sempre é feito com ressonância. Em geral, a doença acomete indivíduos de 20 a 40 anos, e mais mulheres que homens, na proporção de duas mulheres para um homem. Mas temos também crianças e idosos no grupo”, afirma. O neurologista destaca que a doença é mais comum ocorrer em regiões polares e frias, mas foi formado o Centro de Referência de Doenças Desmielinizantes/Esclerose Múltipla para estudar e acompanhar os casos devido aumento nos diagnósticos. “Em uma região quente como a nossa, não se esperava que houvesse a esclerose múltipla, e a cada mês temos diagnósticos e provavelmente teremos mais. Na Amazônia e no Pará existem muitos vírus que atacam o sistema nervoso central e podem imitar a esclerose múltipla, como os lúpus, sarcoidose, doenças raras e reumatológicas, doenças do intestino”, observa o médico. Em caso de algum desses sintomas mencionados pelo especialista, a principal orientação é que a pessoa procure por um neurologista para ser examinada. 

“Muitas vezes essas queixas são vistas como banais. Em caso de diagnóstico ou mesmo suspeita, as Unidades de Saúde podem encaminhar os pacientes para que o Centro investigue o caso. Se confirmado, o paciente recebe tratamento e acompanhamento, que é feito no Brasil e no Pará com a mesma qualidade que acontece no mundo com medicamentos (corticoides) modernos, que ajudam a reverter diversos problemas ocasionados pela doença e a pessoa pode ter vida normal. Embora a doença não tenha cura, pode ser controlada para a vida toda. Quanto antes o diagnóstico, melhor é a qualidade de vida do paciente”, diz o neurologista. O Centro de Referência de Doenças Desmielinizantes/Esclerose Múltiplas no Ophir Loyola e em Santarém existem há mais de dez anos. Neles as equipes multidisciplinares recebem os casos diagnosticados ou suspeitas da doença de usuários do Sistema Único de Saúde todo o Pará, encaminhados por meio das Unidades Básica de Saúde dos Municípios.

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