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Abaixo da meta, campanha de vacinação é estendida

Por Opinião e noticia
Publicado em 03 de setembro de 2018 às 15:24H

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Vacinação contra sarampo e poliomielite foi estendida até o próximo dia 14 de setembro. Apenas 88% das crianças foram vacinadas.

A campanha Nacional de Vacinação contra o sarampo e a poliomielite foi estendida e vai até o próximo dia 14 de setembro. Ao todo, 88% das crianças entre 1 e 5 anos de idade receberam a vacina contra a poliomielite e o sarampo ao longo do mês de agosto.

O resultado ficou abaixo da meta do Ministério da Saúde, que gostaria de vacinar 95% das crianças. Ao todo, 9.870.001 crianças foram vacinadas contra a poliomielite, enquanto 9.856.426 foram imunizadas contra o sarampo.

O Ministério recomendou que os municípios que ainda não atingiram a meta façam “busca ativa” para garantir que todos sejam vacinados. A intenção é que mais 1,3 milhão de crianças recebam a imunização. Ao todo, 12 estados continuam abaixo da média nacional de 88%, com o Rio de Janeiro tendo o pior índice. No estado, apenas 67,6% receberam a vacina contra a pólio e 68,83% contra o sarampo.

Também estão abaixo da média nacional os estados de Roraima, Pará, Piauí, Acre, Bahia, Rio Grande do Sul, São Paulo, Alagoas, Rio Grande do Norte, Amazonas e o Distrito Federal. Apenas Amapá, Santa Catarina, Pernambuco, Rondônia, Espírito Santo, Sergipe e Maranhão atingiram a meta de vacinação.

“Estamos dando mais uma oportunidade para que essas crianças sejam vacinadas contra a pólio e o sarampo. Vinte estados ainda não atingiram a meta da campanha. É preciso que os gestores de saúde, bem como pais e responsáveis, se conscientizem da importância da vacinação contra essas doenças. Para estarmos protegidos contra a pólio e sarampo é preciso atingir a meta de 95% nacionalmente”, explicou o ministro da Saúde, Gilberto Occhi.

A campanha já havia sido estendida até o último sábado, 1. Nos últimos dias de campanha, o índice de vacinação foi maior, mas ainda não o suficiente para atingir a meta nacional. Agora, com o novo prazo, a intenção é que o objetivo seja ultrapassado.

Retorno do sarampo

O Brasil estava livre do sarampo desde 2016, quando recebeu o certificado da eliminação do vírus da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). No entanto, diferentes estados registraram o retorno da doença neste ano. Segundo o Ministério da Saúde, a volta da doença ao país está relacionada à importação, já que o genótipo D8 está circulando na Venezuela desde 2017.

O Ministério da Saúde destaca que o estado de Roraima é um dos mais atingidos pelos casos de sarampo. Ao todo, até o último dia 28 de agosto, foram registrados 300 casos da doença, além de 70 em investigações. Apenas no Amazonas foi registrada uma maior incidência do sarampo, com 1.211 casos e 6.905 em investigação. Em todo o Brasil, existem 1.553 casos da doença e 6.975 em investigação. Até o momento, sete pessoas morreram, sendo quatro em Roraima e três no Amazonas.

No entanto, não foi apenas no Brasil que a doença ganhou força. Na Europa, apenas nos seis primeiros meses de 2018, foram registrados 41 mil casos da doença. O número é superior aos 23.927 casos registrados em 2017 e aos 5.273 encontrados em 2016.

“Pedimos a todos os países que implementem imediatamente medidas abrangentes e adequadas ao contexto para impedir a propagação dessa doença. A boa saúde para todos começa com a imunização e, enquanto o sarampo não for eliminado, não cumpriremos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, pediu a diretora regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) na Europa, Zsuzsanna Jakab, através de um comunicado.

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