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Com pandemia, planos de saúde mantém estabilidade de clientes no Pará

Por ORM
Publicado em 20 de julho de 2020 às 05:15H

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Os planos de saúde no Pará estão conseguindo manter a estabilidade no número de clientes, mesmo com o impacto econômico provocado pela pandemia do novo coronavírus (covid-19). Segundo o balanço divulgado nesta semana pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em maio, o número de beneficiários no Estado chegou 782.896 pessoas. O volume é ligeiramente maior do que o do fim do mês de março (782.763) e de abril (782.601).

De acordo com a agência reguladora, as pequenas oscilações estão dentro da tendência de estabilidade observada nos meses anteriores. Esse é um cenário positivo, uma vez que ele ocorre em meio à pandemia do Covid-19 e o aumento do desemprego no Estado. Apenas no “primeiro trimestre da pandemia”, 14.433 paraenses perderam o emprego. Outros 160 mil trabalhadores tiveram o contrato de trabalho suspenso ou o salário reduzido em troca da manutenção dos empregos, com base na medida provisória (MP) 936.

Ainda assim, os planos de saúde do Estado contabilizaram no último mês de maio  1,6 mil beneficiários a mais do que no mesmo período do ano passado. No quinto mês de 2019, a cobertura dos planos de saúde alcançava 781.601 pessoas no Estado.

A permanência de paraenses com proteção da assistência médica particular no período da pandemia segue na contramão do desempenho nacional. Conforme o balanço da ANS, os planos de saúde no Brasil perderam 283 mil clientes nos mesmos dois meses. O número de beneficiários caiu em maio para 46,829 milhões de pessoas, contra 47,113 milhões no final de março. Em maio do ano passado, o número de clientes estava em 46,956 milhões.

A quantidade de clientes dos planos de saúde vem caindo em todo o País desde 2015. Somente em 2018, houve uma estabilidade nos números. Em 2019, houve uma perda de 60,4 mil clientes. Em dezembro de 2014, o setor chegou a reunir 50,49 milhões de clientes.

No Pará, cerca de 12% da população estava coberta pela assistência médica particular no fim de 2014. Em números, eram 893.442 clientes de planos de saúde, uma diferença de 110.546 em relação a carteira de clientes atual (10,01% da população).

A ANS avalia tanto a leve oscilação positiva do Pará quanto a redução nacional do número de clientes nos últimos meses de abril e maio, como dentro do cenário de estabilidade. “No geral, o setor manteve a tendência de estabilidade, com pequenas oscilações em relação aos meses anteriores. Cabe ressaltar que os números podem sofrer modificações retroativas em função das revisões efetuadas pelas operadoras”, afirmou a agência, em nota.

A perda de beneficiários tem sido puxada pela diminuição dos planos individuais. Em maio, essa modalidade de contratação tinha 8,95 milhões de clientes, ante 9,042 milhões em igual mês de 2019. Nos planos coletivos empresariais, o número de beneficiários caiu para 31,609 milhões – 61 mil pessoas a menos na comparação anual. Os números a ANS mostram ainda que existem atualmente 739 operadoras em atividades no país com 17.692 planos ativos.

Em nota, a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) disse que “o cenário econômico do Brasil é o principal motivo para a redução do número de beneficiários, visto que o setor é diretamente impactado pelo número de empregos formais e renda da população”.

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