Carregando...
Ao Vivo
Carregando...
Tucuruí, 16 de October de 2021
Sistema Floresta
SBT Ao Vivo

Endometriose afeta 6,5 milhões de mulheres no Brasil. Entenda

Por R7
Publicado em 07 de março de 2020 às 12:36H

Compartilhe:
https://noticias.r7.com/saude/endometriose-afeta-65-milhoes-de-mulheres-no-brasil-entenda-07032020

A endometriose afeta 6,5 milhões de mulheres no Brasil e 176 milhões no mundo, segundo um levantamento da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro).

A doença varia de incidência dependendo da região e estilo de vida das mulheres, mas 15% delas podem apresentar o quadro, afirma o ginecologista e obstetra Domingos Mantelli.

O médico explica que a doença é caracterizada pela presença de células do endométrio, tecido de revestimento do útero, em outros órgãos da região abdominal, como bexiga, ovários, trompas e parte externa do útero.

“Acreditava-se que a causa era a menstruação retrógrada, ao invés de ela descer, ela sobe para outros órgãos, mas foi observada a endometriose em fetos. Então, hoje temos teorias de que a mulher já nasce com a predisposição para a doença.”

Segundo ele, os hábitos de vida podem contribuir ou não para o desenvolvimento da doença. Falta de atividade física, obesidade, alimentação inflamatória e uso de contraceptivos que combinados, com progesterona e estrógeno.

A endometriose é inflamatória e proliferativa, ou seja, tende a se expandir com o passar do tempo se não for tratada. Ela causa dor para menstruar, dor durante relações sexuais e infertilidade.

As mulheres com a doença têm dificuldade para engravidar, pois o ambiente fica inflamado, um óbstáculo para a fixação do zigoto no endométrio. Além disso, o risco de abortamento é alto.

A dor durante a menstruação ocorre porque neste período o endométrio aumenta de tamanho. Já durante a relação sexual, o pênis empurra o colo do útero, repuxando o ligamento uterossacro, local de foco da endometriose.

Apesar de não existir cura, existe tratamento cirúrgico e clínico, que consiste na interrupção da menstruação com anticoncepcionais apenas com progesterona e medicações anti-inflamatórias.

“Mesmo nos casos que tiramos o útero, às vezes se ficar apenas uma célula em algum outro lugar a endometriose pode voltar. Existe controle, mas a mulher vai ter que ficar sempre em vigilância.”

A doença costuma aparecer entre os 25 e 40 anos, mas pode acometer qualquer mulher em idade fértil. “Já cheguei a operar uma paciente com 14 anos”, lembra o médico.

Após a menopausa, é raro que a doença se desenvolva e mulheres que já possuem costumam ter uma melhora no quadro.

“Mulheres que pensam em engravidar precisam primeiro tratar a doença, não adianta pensar em gravidez, pois você pode fazer o tratamento de fertilização, conseguir engravidar e acabar sofrendo um aborto.”

Segundo o médico, em alguns casos mais delicados, a fertilização in vitro é recomendada. “Às vezes, a mulher fica seis meses sem a menstruação estar interrompida e a doença já pode se desenvolver.”

Mantelli explica que nem sempre o grau de profundidade da doença está relacionado com sintomas mais intensos, existem casos, inclusive, assintomáticos. “Às vezes nós descobrimos nos exames de rotina.”

O diagnóstico é feito com exame de sangue com dosagem de CA-125, indicador da doença, ressonância magnética da pelve e ultrassom transvaginal com preparo intestinal. Nenhum desses exames é pedido sem presença de sintomas.

“Às vezes, identificamos no transvaginal sem o preparo e aí pedimos mais exames.”

O médico explica que existe um estigma em torno da doença. “Muita gente tem medo, ninguém morre de endometriose, mas requer tratamento e diagnóstico precoce. Quanto antes descobrir, melhor.”

Ao vivo
Floresta 104,7MHz
Carregando...

Send this to a friend