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Especialistas alertam para riscos no coração aos recuperados de covid-19

Por Dol
Publicado em 20 de julho de 2020 às 05:15H

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Imagem ilustrativa Fundo foto criado por freepik – br.freepik.com | Reprodução/Freepik

Aos poucos, médicos e cientistas começaram a ter conhecimento do potencial agressivo da covid-19 e das lesões que a doença pode causar em órgãos e tecidos.

É possível, segundo estudos, que pessoas mesmo sem problemas preexistentes ou fatores de risco para eventos cardiovasculares possam apresentar alterações da função cardíaca.

As sequelas da doença ainda não são totalmente conhecidas e estão sendo estudadas em paralelo ao avanço do vírus, a busca por medicamentos e por uma vacina. Porém, já se faz necessário ter cautela e atenção. 

Entenda as fases da doença

De forma sucinta, a covid-19 possui três etapas de evolução:

1ª A multiplicação viral: depende das defesas imunológicas do corpo no combate ao vírus.

2ª O avanço da doença: sem a reação necessária do organismo, ocorre uma atividade inflamatória inicial, estágio em que o pulmão é o órgão alvo, levando a alterações respiratórias e a possibilidade de redução da oxigenação.

3ª Hiperinflamação: caso a doença não seja controlada, ela passa então para a fase três, que além de agravar a situação pulmonar, atinge quase todos os órgãos e tecidos, com sérias consequências, sequelas e risco de morte.

O coração pode ser atingido a partir da segunda fase da seguinte forma: o vírus pode atacar diretamente o músculo cardíaco (o miocárdio), causando uma inflamação conhecida como miocardite. Como esse músculo é responsável pela contração do coração, a inflamação acaba prejudicando o bombeamento do sangue pelo corpo.

De outro modo, uma acentuada resposta inflamatória à covid-19 pode causar também uma disfunção endotelial e o aumento da atividade pró-coagulante, que associado a menor oferta de oxigênio (sintomas da doença) contribui para a formação de trombo sobre a placa na artéria coronária. 

Segundo uma notícia do jornal americano The New York Times, um homem deu entrada na emergência de um hospital com sintomas típicos de um ataque cardíaco. Mas, quando os médicos agiram para desbloquear a artéria entupida, descobriram que não havia nenhum bloqueio. O diagnóstico era covid-19. Alguns dias depois, o paciente se recuperou e teve alta.

Essas descobertas mostram que a atividade inflamatória gerada pela covid-19 pode persistir de maneira silenciosa, com manifestação tardia. Assim, mesmo após aparente recuperação, existe a possibilidade de ocorrer uma sequela crônica. 

Por isso, é necessário se manter atento aos sinais do corpo e ter uma rotina diária de atenção e dedicação à saúde. Em caso de dúvidas, procure orientações médicas.

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