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Publicado em 02 de abril de 2026 às 01:31H
Histórias que traduzem evolução e esperança marcam a rotina de atendimento no sudeste paraense. Aos 9 anos, Paula Vitória já consegue manter conversas com os avós por telefone — um avanço que, até pouco tempo, parecia distante. “Hoje, ela está mais comunicativa, algo que antes não acontecia”, relata a mãe, Lilian Amurim de Araújo. Para a família, cada conquista representa mais do que desenvolvimento clínico: “É esperança de que ela continue evoluindo e alcance sua independência”.A trajetória de Paula se soma à de outras 83 crianças acompanhadas pelo Núcleo de Atendimento ao Transtorno do Espectro Autista (Natea) da Policlínica de Tucuruí.

Em alusão ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril, a unidade evidencia não apenas números expressivos — cerca de 1.800 atendimentos mensais —, mas, sobretudo, o impacto direto na vida das famílias atendidas.Avanços consistentes no desenvolvimento reforçam a importância do acompanhamento contínuo. Aos 8 anos, Davi Lucas apresenta evolução significativa na compreensão e no comportamento. “Hoje ele entende melhor o que está ao seu redor, sabe o que pode e o que não pode fazer”, destaca a mãe, Gleiciane Rodrigues Lisboa. Segundo ela, o suporte oferecido pela equipe multiprofissional é essencial para esse progresso: “Eles são comprometidos e sempre atentos”.O mesmo sentimento é compartilhado por Gedean Silva de Sousa, mãe de Izac, de 5 anos. Após três anos de acompanhamento, as mudanças são evidentes. “Antes ele era muito agressivo, e hoje está mais calmo e tranquilo”, afirma. Para a família, o atendimento representa transformação: “É uma evolução para todos nós”.Com capacidade estruturada e atuação intensiva, o Natea consolida-se como referência no atendimento ao autismo na região. Atualmente, o núcleo acompanha 84 crianças e realiza, em média, 1.800 atendimentos por mês, refletindo a alta demanda e a resposta efetiva da rede pública de saúde.