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Notícias falsas sobre riscos da vacinação atrapalham campanhas

Por O Liberal
Publicado em 18 de setembro de 2019 às 13:02H

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Desde o século XVII, com a criação da primeira vacina no mundo, contra a varíola, já havia um grupo de pessoas que dizia que a novidade matava pessoas. Ainda neste século existem movimentos antivacinas, que acabam ganhando força por meio da internet, em especial pelas redes sociais. No Brasil, especialistas consideram que o movimento ainda não é tão relevante, mas na Europa já está alterando a epidemiologia local. Nesse contexto, é importante as pessoas estarem atentas às verdades e mentiras, além das “fake news” levadas pelas mídias e, principalmente, no território virtual da web. A principal arma contra os factoides é a busca pela melhor informação.

“Hoje temos as mídias sociais com grande peso na vida das pessoas. Elas trazem verdades e mentiras, e ficam elas confusas. Então, primeiro, é preciso se informar bem e em fontes seguras e não por qualquer postagem. A melhor informação pode ser encontrada nos sites do Ministério da Saúde e das Sociedades Médicas, e na imprensa, mas na imprensa que se sabe que não vai fazer sensacionalismo em cima da notícia e, principalmente, com o médico”, afirma a infectologista e vacinologista Lessandra Michelin.

Ela destaca que as vacinas são tão importantes no mundo, pois mudaram a história da humanidade. E garante que elas fazem somente bem para a saúde da pessoa. “Nem sempre a vacina é feita pelo próprio vírus ou bactéria. Às vezes é um pedacinho daquele bichinho, que vai fazer com que o corpo entenda que ele está na presença daquele vírus, faça anticorpo e um dia em que realmente estiver na presença daquele vírus ou bactéria a pessoa não vai ficar doente. Veja que antes muitas pessoas morriam de tuberculose e poliomielite, por exemplo. Hoje a gente não vê as doenças, mas elas existem. Se parar de vacinar, elas voltam e com força”, alerta a infectologista. Ainda segundo Michelin, os movimentos antivacinas alegam que, depois que determinada pessoa tomou vacina, teve uma doença, convulsão, autismo, reação que a debilitou, mas não há provas disso.

“Os movimentos não comprovam isso. Mas a melhor prova de que a sociedade melhorou com as vacinas são a quantidade de doenças que foram erradicadas ou diminuíram muito e que a gente não consegue ver. No caso do sarampo, no passado, o Brasil conseguiu cobertura vacinal excelente e fez com que a população não visse mais a doença, que estava erradicada no Brasil. Mas voltou a ocorrer. Não por conta dos refugiados, mas porque a população deixou de se vacinar e de vacinar as crianças. E, assim como o sarampo, muitas doenças muito perigosas podem voltar”, frisa Micheli, que é diretora da Sociedade Brasileira de Infectologia e participa do XXI Congresso Brasileiro de Infectologia, que encerrou na sexta-feira (13), no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia, no Marco, em Belém.

Todos os públicos precisam ser vacinados

Estimativas de entidades mundiais e órgãos de saúde afirmam que as vacinas impedem todos os anos cerca de três milhões de mortes no mundo. Em uma década, os casos de tétano caíram 44% e a rubéola caiu de 108 casos em 2001 para zero em 2011. O Programa Nacional de Imunização, do Ministério da Saúde, dispõe das vacinas mais necessárias à população envolvendo as crianças, adolescentes, jovens adultos e idosos.

“O governo garante as principais vacinas e algumas até sobrando, porque há pessoas que pensam que vacina é uma questão somente para crianças, mas não. Ela é para todas as idades e os idosos, assim como as crianças, têm mais chances de adoecer. Se a pessoa não sabe se já se vacinou contra alguma doença, pode se vacinar de novo, se não tiver alguma doença que a contraindique”, frisa a médica Lessandra Michelin.

No Brasil, as vacinas são disponibilizadas pelo Ministério da Saúde às Secretarias Estaduais de Saúde e, destas, às Secretarias Municipais. Na rede pública de saúde do Pará e de Belém há vacinas que ficam disponíveis à população durante todo o ano e fazem parte do calendário básico vacinal. Outras são alvos de campanhas e estratégias localizadas. Ficam disponíveis ao longo do ano no Pará as vacinas BCG, Hepatite B, Pentavalente, Poliomielite Oral, Poliomielite Inativada, Rotavírus Humano, Pneumovalente 10, Meningocócica C, Tríplice Viral, Tríplice Bacteriana (DTP) e Febre Amarela.

As campanhas que acontecem se voltam contra a Influenza (gripe) e Poliomielite (Paralisia Infantil), além da Campanha de Multivacinação, que visa oportunizar para a população a atualização do calendário das vacinas que também disponíveis, de forma permanente, nas salas de vacinas nas Unidades Básicas de Saúde dos municípios paraenses. 

Para saber qual a vacina a pessoa deve tomar, de acordo com a faixa etária, basta acessar o site do Ministério da Saúde.

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