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Pediatras alertam para risco de ingestão de álcool por grávidas

Por Noticias ao minuto
Publicado em 13 de setembro de 2017 às 11:44H

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Filhos de mulheres que consomem bebidas alcóolicas podem sofrer Síndrome Alcoólica Fetal.

Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (Soperj) lançou hoje (12) uma campanha para alertar as mulheres grávidas e as que pretendem engravidar sobre os riscos da ingestão de bebidas alcoólicas para o feto. Segundo a diretora da Soperj, Leda Amar de Aquino, como não se sabe a quantidade segura de bebida alcoólica que uma grávida pode tomar, a recomendação é “álcool zero”. O alerta, segundo ela, é referendado pela Academia Americana de Pediatria e pelo Colégio Americano de Obstetras e de Ginecologistas.

Quando a grávida ingere álcool, a substância atravessa a placenta, e pela imaturidade e pelos baixos níveis das enzimas do feto, o metabolismo e a eliminação do álcool são mais lentos. Isso faz com que o bebê fique mais exposto aos efeitos da bebida, que são mais frequentes no cérebro e no coração.

Um dos principais problemas que o consumo de álcool durante a gestação pode trazer ao bebê, segundo Leda, é a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), que não tem cura e pode aparecer de diversas formas. “No nascimento, você já pode perceber, pelo rosto do bebê, se ele é portador dessa síndrome. Ele tem um rosto diferente”, explicou. Olhos afastados, base do nariz achatada, lábio superior mais fino e microcefalia são alguns dos traços que podem indicar a presença da síndrome, segundo a diretora da associação médica.

A criança com SAF pode apresentar também alterações renal e cardíaca sérias, além de mostrar transtornos mais tardios. “Muitas vezes, a criança não vem com essas alterações que são perceptíveis ao nascimento, mas ao longo do crescimento, pode-se perceber alterações no seu desenvolvimento, inclusive retardo mental. Pode ter problemas de escolaridade, problemas comportamentais”, listou a médica.

De acordo com a Soperj, no Brasil a incidência da SAF é de 1,5 caso por mil crianças nascidas vivas. Além disso, há 34,1 casos de portadores de alterações do neurodesenvolvimento relacionadas ao álcool por mil nascidos vivos. Com informações da Agência Brasil.

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