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Buscas por sobreviventes de prédio que desabou em Fortaleza entram no segundo dia

Por G1
Publicado em 16 de outubro de 2019 às 09:40H

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As buscas por desaparecidos continuavam na manhã desta quarta-feira (16) na área de escombros do Edifício Andrea, que desabou nesta terça no Bairro Dionísio Torres, área nobre de Fortaleza. 

Até 7h45 desta quarta, duas mortes haviam sido confirmadas. Nove vítimas foram resgatadas com vida até a noite de terça, segundo o Corpo de Bombeiros. Nesta manhã, a corporação atualizou de oito para nove o total de pessoas desaparecidas. 

O governo do Ceará e a prefeitura de Fortaleza informaram, por meio de nota, que o resgate às vítimas do desabamento se mantém ininterrupto desde o início dos trabalhos. 

Segundo a prefeitura, a construção foi feita de forma irregular e não há registros oficiais do prédio. Até 1995, havia uma casa no lugar do Edifício Andrea. O primeiro imóvel foi erguido na década de 1970. O Conselho Regional de Engenharia do Ceará (Crea-CE) informou não ter o nome de um engenheiro responsável pela obra. 

Durante a madrugada desta quarta-feira, os bombeiros iniciaram a retirada dos entulhos. Caminhões foram usados para o transporte dos escombros. Os bombeiros estimam que os trabalhos de buscas pelos desaparecidos podem durar até três dias.

O que se sabe até agora

  • Edifício Andrea desabou às 10h28
  • A primeira morte foi confirmada às 23h55 de terça, e a segunda, na manhã desta quarta
  • Ao menos nove pessoas foram resgatadas com vida
  • Até o início da manhã desta quarta, nove pessoas seguiam desaparecidas
  • Ruas no entorno do edifício foram bloqueadas
  • O prédio ficava no cruzamento na Rua Tibúrcio Cavalcante com Rua Tomás Acioli
  • O edifício ficava a cerca de 3 quilômetros da Praia de Iracema, região turística da capital cearense

Morte confirmada na noite de terça

Por volta das 18h de terça-feira, o governador Camilo Santana afirmou que não havia, até aquele momento, confirmação de nenhuma morte. A informação foi passada a ele pelo comandante do Corpo de Bombeiros do Ceará, Eduardo Holanda. 

Mais cedo, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS/CE) e os bombeiros haviam informado que uma pessoa tinha morrido no desabamento. Não foi esclarecida a razão da divergência. A morte foi, de fato, confirmada por volta das 23h55 pelo comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Luís Eduardo Soares de Holanda, conforme mostra o vídeo abaixo

A vítima é Frederick Santana dos Santos, de 30 anos. Ele estava em um mercadinho que funcionava ao lado do prédio, que foi atingido pelos escombros.

Os feridos já identificados

Até a última atualização desta reportagem, havia detalhes apenas sobre cinco dos nove feridos resgatados: 

  • Fernando Marques, de 20 anos – foi o primeiro resgatado com vida dos escombros; deu entrada com ferimentos no Instituto Doutor José Frota (IJF), hospital público de Fortaleza
  • Antônia Peixoto Coelho, de 72 anos – estado de saúde considerado grave
  • Cleide Maria da Cruz Carvalho, de 60 anos – deu entrada no hospital com ferimentos no corpo, mas o quadro é estável
  • Davi Sampaio, de 22 anos – o estudante de arquitetura sofreu escoriações e foi levado à Otoclinica (clínica particular de Fortaleza); ele enviou uma selfie a familiares enquanto estava sob os escombros 
  • Gilson Gomes, de 53 anos – resgatado de um pequeno comércio ao lado do prédio

Pedestres se feriram

Pedestres que passavam pelo local no momento do desabamento do prédio tiveram ferimentos e foram encaminhados a clínicas próximas ao prédio. 

“Eu estava em casa. […] Ouvi um barulho forte, como se fosse uma batida de caminhão, coisa do tipo. Em seguida ouvi um barulho desencadeado. Eu disse: ‘Não! Caiu alguma coisa, desabou alguma coisa’. Olhei pela janela e vi poeira muito forte e gente correndo”, disse Mário Ferreira, morador da região.

Segundo o vigilante Vando Pereira, que estava em frente ao local, os destroços do prédio ficaram espalhados por toda a rua. Houve correria na hora do desabamento. 

“Conseguimos sair correndo, eu estava sentado. É muito tranquilo aqui. Minha rotina é sempre muito tranquila, pois tem mais é idoso no prédio. Eu vi só os estragos caindo tudo, pois estava mesmo debaixo. Foi muito rápido. Rápido demais. Não sei nem como estou aqui”, disse o vigilante.

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