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Tucuruí, 20 de April de 2021
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Bloco Minhocão de Tucuruí pode ser cancelado por Ação Civil Pública do Ministério Público Estadual

Por Paco Martins
Publicado em 26 de janeiro de 2016 às 23:11H

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Foto: De arquivo/Paco Martins

Foto: De arquivo/Paco Martins

O bloco Minhocão é considerado um dos maiores blocos de rua do estado do Pará. Existe há 21 anos e foi criado por trabalhadores da feira municipal, com o intuito de divertir os feirantes. Nos últimos anos, o bloco ganhou força e foliões, sendo destaque inclusive em rede nacional por atrair mais de 20 mil pessoas nas tardes de domingo em Tucuruí, região sudeste do estado.

Em 2016, o bloco esteve na rua durante três domingos do mês de janeiro onde arrastou mais de 10 mil foliões nos dois primeiros domingos e mais de 13 mil no último final de semana segundo a polícia e organizadores do evento. Porém, assim como cresceu o número de foliões, a segurança, o policiamento também forma reforçados para garantir a segurança dos brincantes, mas nos dois últimos finais de semana o número de armas brancas apreendidas no percurso e nas escadarias da Santo Antonio, chegou a impressionar a polícia.

No segundo domingo (17), a polícia conduziu mais de 30 pessoas a delegacia e apreendeu cerca de 15 armas brancas (faca). Já no último domingo, várias pessoas foram esfaqueadas durante a programação das escadarias da Santo Antonio e um jovem de apenas 21 anos morreu após ser esfaqueado.

As redes sociais os comentários sobre os acontecimentos se espalharam, uns contra e outros a favor da Ação Civil Pública.

No início da tarde desta terça-feira(26), recebemos a informação de que o Ministério Público Estadual MPE, teria entrado com uma Ação Civil Pública pedindo o cancelamento do bloco Minhocão. Resolvemos então procurar o MPE afim de esclarecer o fato e através da Promotora de Justiça Dra. Francisca Suênia Fernandes de Sá, tivemos a confirmação.

“- A quantidade de adolescentes utilizando arma branca em fase do período de férias, recesso escolar, o número de adolescentes ingerindo bebida alcoólica, a violência e a limitação do número da polícia judiciária e da própria polícia militar em controlar a quantidade excessiva de foliões nesse bloco carnavalesco. O papel do Ministério Público nessa situação, é de resguardar essas vidas. Sabemos da importância da cultura local, é um bloco com uma tradição no município, mas ao mesmo tempo recebemos várias denúncias pedindo para o ministério público se preocupasse com esses jovens e com o homicídio do final de semana, nós como titular e dever de garantir a integridade e a pacificação social, entendemos em judicializar uma ação civil pública pedindo a suspensão do Bloco Minhocão”. Disse a promotora.

Procuramos também a presidente do bloco Minhocão Astrogilda Carvalho que contestou a informação sobre o caso: “- Eu estou muito, muito muito triste com isso, por que há 21 anos que o Minhocão sai, é a primeira vez que acontece um negócio desse. isso só adolescente, só adolescente. Lá tava tudo, tava o conselho tutelar, todo mundo tava lá para ver um negócio desse. Quando este fato aconteceu, nós já tínhamos saído das escadarias, o trio já tinha saído, já tinha vindo embora, não estava mais, quer dizer, isso já aconteceu 9:30, 10 horas, já no final da festa da escadaria. nós encerramos 8 horas da noite”

Na manhã desta quarta-feira(27), deverá acontecer uma reunião com autoridades do município, representantes da secretaria de cultura e polícia para discutir os planos de segurança para o próximo domingo, caso o bloco vá as ruas.

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