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Tucuruí, 19 de October de 2021
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Funcionários públicos são afastados acusados de desviar 38 milhões de reais em Tucuruí

Por Floresta News
Publicado em 31 de agosto de 2015 às 17:43H

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Foto: Reprodução / prefeitura de Tucuruí

Foto: Reprodução / prefeitura de Tucuruí

O Ministério Público Estadual e Federal pediram o afastamento de três funcionários públicos acusados de desviarem 38 milhões de reais com empresa fantasma, da prefeitura de Tucuruí.

De acordo com o procurador da república Luiz Eduardo Smanioto a empresa “Construpar”, foi contratada em 2010 pela prefeitura por pouco mais de R$ 8 milhões para prestar serviços.

A empresa seria responsável por alugar caminhões e máquinas para executar a recuperação de estradas, ruas e coleta de entulhos em Tucuruí.

Desde a contratação, foram assinados mais quatro termos aditivos ao contrato, o último com vigência até 31 de agosto, num valor total de R$ 58,2 milhões. Até agora, foram pagos à empresa r$ 38 milhões de reais da Prefeitura de Tucuruí.

No endereço da empresa, o Ministério Público Federal (MPF), encontrou uma pequena venda de peixe e açaí. Nenhum caminhão. Sequer havia espaço para estacionar um carro, diz a nota do MPF.

2000px-Para_Municip_Tucurui.svgAinda de acordo com o MPF, os dois sócios-proprietários são irmãos e confirmaram serem proprietários da empresa. Uma jovem que ainda está concluindo o ensino médio um rapaz que mora com uma tia.

Ambos, são primos de um dos servidores que ocupa o cargo de o diretor de tributos da secretaria de fazenda de Tucuruí segundo investigações, ele seria o real proprietário da empresa “Construpar”.

A secretária de finanças, foi quem assinou todas as ordens de pagamento em favor da “Construpar”. A nota do MPF diz ainda que a procuradora jurídica do município, também afastada, foi quem subscreveu os contratos e os aditivos que fizeram o valor pago pela prefeitura à empresa chegar a r$ 38 milhões de reais.

Para o MPF e MP/PA, há fortes indícios de que nenhum serviço tenha sido prestado e o contrato seja inteiramente fraudulento. O procurador da República Luiz Eduardo Smaniotto e a promotora de Justiça Francisca Fernandes de Sá chegaram a pedir a prisão preventiva dos cinco envolvidos, mas a juíza Claudia Giusti Belache entendeu que não há risco deles fugirem e ordenou que todos compareçam uma vez por mês na vara federal de Tucuruí.

Quanto ao envolvimento do Prefeito Sancler Ferreira, as investigações foram remetidas ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, por causa do foro privilegiado.

Em nota assessoria de imprensa da prefeitura, disse que o prefeito está fornecendo todas as informações solicitadas e que irá se manifestar no processo.

Os demais envolvidos procurados por nossa equipe de reportagem, não foram encontrados para se manifestar.

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