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Tucuruí: Criança pode ter sido assassinada na maternidade e tem a própria mãe como suspeita

Por Paco Martins
Publicado em 12 de outubro de 2016 às 09:00H

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Uma morte cercada de mistérios, deixou até mesmo os funcionários da maternidade municipal de Tucuruí intrigados. Uma mulher que não teve seu nome revelado pelo hospital, teria chegado no início da tarde de ontem(10), já em trabalho de parto.

Sem documentos e sentindo dores, ela foi imediatamente encaminhada a sala de parto e deu a luz a uma criança do sexo masculino. Até então tudo bem. Quando questionada sobre o pre-natal, ela não tinha qualquer documento que pudesse comprovar o acompanhamento da gravidez. O parto foi normal.

A mãe da paciente (Avó do recém-nascido), chegou ainda durante a tarde e ficou acompanhando a filha segundo relataram funcionários da maternidade. A criança passou por todos os procedimentos iniciais e chegou inclusive a ser amamentada.

Ainda segundo funcionários, por volta das 20h30, a avó da criança que estava como acompanhante, teria saído e feito recomendações a uma outra acompanhante, para que ela ficasse de olho na filha e no neto, já que a mãe do bebê não queria ele.

Segundo relatos da outra paciente, por volta das 22h, a mãe do recém nascido teria pedido para apagar a luz, pois ela queria descansar. O pedido inicialmente foi negado, mas devido a insistência, as luz foi apagadas.

Cerca de 35 minutos após o apagar das luzes, na direção do leito 27, um choro foi ouvido pela acompanhante de uma outra paciente que estava no mesmo quarto. O telefone da acompanhante que estava no mesmo quarto tocou e ela acabou despertando, foi quando ouviu o choro da criança, mas achou que estivesse tudo bem com ela e com o bebê.

Funcionários disseram que passava da meia noite, quando a acompanhante começou a desconfiar que alguma coisa estava errada e resolveu olhar o bebê. A criança não apresentava sinais vitais e por isso, apavorada, ela resolveu chamar os funcionários. A criança foi imediatamente levada para uma sala onde médicos E enfermeiros tentaram reanima-la, mas ela já estava morta.
A polícia imediatamente foi acionada e A acompanhante que estava no quarto fez o mesmo relato aos policiais. A mãe foi interrogada, e disse que não sabia o que tinha acontecido, que a criança estava dormindo, quando ela percebeu, ele já havia morrido.

Após a confirmação da morte da criança, funcionários perceberam um ferimento e sangramento no nariz do bebê. Enfermeiros e a própria equipe de médicos disseram que policiais que participaram da ocorrência chegaram a se emocionar ao se deparar com o corpo do bebê.

A criança que não chegou a ter recebido nome, ficou aguardando a remoção do corpo pelo Centro de Perícias Científicas(CPC). O corpo foi levado ao IML por volta das 15h desta terça-feira. Segundo informou o Instituto Médico Legal (IML), até o fechamento desta matéria(21:08), nenhum familiar havia comparecido no IML.

Até agora não se sabe como será feita a liberação do corpo da criança, já que a declaração de Nascido Vivo, não chegou a ser entregue ao IML. A declaração serve para tirar a certidão de nascimento, para então, emitir a certidão de óbito. A perícia já foi feita e o corpo da criança deverá ser retirado por familiares na manhã desta quarta-feira(12).
O caso foi registrado na delegacia de polícia civil e inquérito policial foi instaurado para apurar as causas da morte. A polícia deverá quebrar o sigilo telefônico de uma acompanhante que cedeu o celular para a mãe da criança ligar para a avó do bebê. A quebra do sigilo, poderá ajudar nas investigações.

A perícia já foi realizada e os resultados deverão ficara prontos dentro de 60 à 90 dias, segundo informações do Centro de Perícias Cientificas.

Conselheiros Tutelares de Tucuruí, estiveram na maternidade na tarde de hoje e conversaram com a direção do hospital e resolveram encaminhar o caso ao Ministério Público Estadual(MPE).

Nossa equipe tentou várias vezes falar com familiares, mas não conseguiu. Funcionários e a direção do hospital optaram por não gravar entrevista e não autorizaram falar com a mãe da criança. As investigações seguem e somente após os resultados da perícia, que será possível saber a causa da morte.

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