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Metade das mulheres agredidas depende dos companheiros

Por Dol
Publicado em 07 de março de 2020 às 12:17H

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Dados divulgados esta semana pela Promotoria de Justiça de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da capital confirmam o que muitos já sabiam, grande parte das mulheres que sofrem violência doméstica dependem financeiramente dos maridos e companheiros. Esse é o perfil de 50% das mulheres que procuram a Promotoria da Mulher, em Belém, em busca de atendimento.

O levantamento aponta ainda que elas têm acima de 40 anos e pelo menos um filho com o agressor, o que agrava ainda mais a saída da relação. As vítimas relataram ainda que as agressões são frequentes e que a maioria delas acontece dentro de casa. O levantamento aponta ainda que muitas vezes elas tentam sair da relação, porém, acabam sendo convencidas pela família a se reconciliar com o agressor.

Agressores

Os dados também revelam o perfil dos agressores. A maioria também está na faixa entre 40 e 55 anos. No quesito escolaridade 37% deles possuem nível fundamental incompleto e não são casados com a vítima. Na maior parte dos casos relatados, são eles que sustentam a casa, ganhando até 2 salários mínimos. 49% dos casos de agressão são praticados contra a ex-mulher ou ex-companheira. As agressões ocorrem principalmente em bairros periféricos da capital como Guamá, Pedreira e Terra Firme. A grande maioria das agressões ocorre no período da noite, por volta de 18h e 00h.

Os dados são baseados em 5.179 atendimentos realizados na Promotoria de Justiça de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, na capital. Porém, pelo menos 40 mil processos e procedimentos de violência doméstica e familiar contra a mulher tramitaram nas Promotorias de Justiça do MPPA no ano de 2019.

Agressões

Vítimas têm acima de 40 anos e pelo menos um filho com o agressor.

As agressões são frequentes e que a maioria delas acontece dentro de casa.

Muitas vezes as vítimas tentam sair da relação, porém, acabam sendo convencidas pela família a se reconciliar com o agressor.

A maioria das agressões ocorre por volta de 18h e 00h.

Violência doméstica é tema de Encontro de Mulheres Policiais

Denilson d’Almeida

A violência doméstica foi o principal tema discutido do 3° Encontro de Mulheres Policiais da Polícia Militar do Pará, ontem (6), na sede do Comando Geral, em Belém. A roda de conversa encerrou, na verdade, a programação alusiva ao Dia Internacional da Mulher, e propôs uma maior integração entre efetivo feminino, que representa 10% do total de policiais militares do Estado. No total são 1.597 mulheres na PM. Entre as autoridades convidadas para o evento estava a deputada federal Elcione Barbalho, que preside a Comissão Mista Permanente de Combate à Violência contra a Mulher do Congresso Nacional. Ela também é presidente do MDB/Mulher no Pará e presidente de honra do MDB/Mulher Nacional

Outras autoridades que participaram da mesa de debates foram a coordenadora Estadual das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça do Estado, Riane Freitas; e a diretora da Secretaria da 3ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher na Capital, Ariani Pratti. O encontro de mulheres policiais é um projeto que tem servido de instrumento para que elas possam buscar melhores condições de trabalho no quartel e unidades da PM.

Durante oevento, a deputada Elcione Barbalho falou do projeto que prevê o atendimento às vítimas baseado no acolhimento das mulheres em situação de violência.
Durante oevento, a deputada Elcione Barbalho falou do projeto que prevê o atendimento às vítimas baseado no acolhimento das mulheres em situação de violência. Irene Almeida
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