Carregando...
Ao Vivo
Carregando...
Tucuruí, 11 de June de 2026
Sistema Floresta

Fundação Cultural do Pará abre Arraial de Todos os Santos 2026 com XXII Concurso Estadual de Quadrilhas e apresentações de Folguedos

Por Floresta News
Publicado em 11 de junho de 2026 às 11:37H

Compartilhe:

Evento reúne 132 quadrilhas e 80 grupos de folguedos até o fim do mês de junho; 37 municípios estão representados na programação

A Fundação Cultural do Pará realizou, na última quarta-feira, 10, a abertura oficial do XXII Concurso Estadual de Quadrilhas Juninas, evento que integra a programação do Arraial de Todos os Santos 2026. A programação reúne, até 30 de junho, 132 quadrilhas adultas e mirins, além de 80 folguedos, incluindo bois-bumbás, bois de máscara, pássaros, cordões e grupos de carimbó de diversas regiões. No total, 37 municípios do interior do estado estão representados na programação junina deste ano.

A programação do primeiro dia contou com atividades simultâneas em dois espaços: o palco Verequete e a arena Dona Graça. O primeiro concentrou as manifestações dos folguedos, começando pelo Boi de Máscara Preto Velho (São Caetano de Odivelas), seguido do Carimbó de Icoaraci e do Grupo de Atividades Culturais Paranativo.

Ivan Sarmento, diretor do Boi de Máscara Preto Velho, fundado em 1930 no município de São Caetano de Odivelas, destacou a trajetória do grupo até a participação na abertura do evento. “É muito emocionante estar aqui, que eu acho que é o maior palco da cultura do estado. A gente vem tentando há muito tempo trazer o nosso boi pra cá e agora deu certo. A gente está muito emocionado”, afirmou. Sarmento também ressaltou a importância do suporte institucional. “O Pará se encontra aqui, pois o evento dá visibilidade além da região metropolitana. Por exemplo, a gente vê aqui o Boi de Máscara, quadrilha, Carimbó. Quer dizer, essa mistura aí que vale muita pena. Então a Fundação Cultural é importantíssima nesse processo. Sem ela a gente não vai ter aqui esse encontro de cultura”, finalizou.

Paralelamente, na Arena Dona Graça — batizado em homenagem à falecida diretora da quadrilha Rainha da Juventude, umas das antigas do estado do Pará — recebeu os primeiros concorrentes do Concurso de Quadrilha Adulto. A noite de abertura contou com as apresentações das juninas Estrela de São João Tucuruí (Tucuruí), Cheiro de Patchouli (Cametá), Azabumba (Ananindeua), Roceiros Pedreirenses da Tia Beneca (Tomé-Açu), Roceiros do Amor (Marituba) e Rainha da Juventude (Belém).

A quadrilha Estrela de São João (Tucuruí), atual campeã do concurso, abriu as apresentações da arena. O diretor do grupo, Eliel Lucena, relatou o impacto dessa abertura: “A responsabilidade de abrir um festival junino do Estado é algo que nos deixou muito apreensivos. A gente ficou emocionado, porque ano passado nós fomos campeões e a campeã abre o festival. Então isso tem um peso tão gostoso. Estou realizando os sonhos de crianças que tinham um sonho. Nós fomos a primeira quadrilha de Tucuruí a vir para um festival, e conseguimos ganhar; 2020 ganhamos, ano passado também. Então, quer dizer, quando nós viemos para cá, temos muitas referências da capital de quadrilhas, de brincantes, de coreógrafos. Quando a gente chega e vê que a gente está no mesmo patamar, isso tem um peso”, complementou.

Outro grupo do primeiro dia foi a quadrilha Roceiros Pedreirenses da Tia Beneca (Tomé-Açu), que levou à arena 20 brincantes para defender o tema “Loucuras de Amor”. Veterana no festival, a agremiação carrega o título de campeã de 2004, conquistado na época com uma proposta moderna para o cenário junino. Rafael Tavares, um dos diretores do grupo, detalha: “saímos de Tomé-Açu às 10h da manhã e chegamos aqui às 6h da tarde, foi cansativo, mas vale muito à pena. O papel da Fundação Cultural é muito importante para a valorização das quadrilhas, principalmente as do interior, vindo de uma cidade tão distante. É uma gratidão muito grande poder estar aqui, sendo privilegiado entre as quadrilhas que passaram por todo aquele processo de análises para poder participar do concurso”, afirmou.

O evento é organizado pela Diretoria de Interação Cultural da FCP. A titular da DIC, Claudia Pinheiro, explicou que a programação deste ano se insere nas comemorações de 40 anos da instituição e relembrou a evolução do festival, que instituiu o formato de disputa há 22 anos. “Esse arraial tem um diferencial que ele está inserido nos 40 anos da Fundação, que há 40 anos assumiu esse papel de fomentar a cultura e vem trazendo isso. O arraial, propriamente, vem sofrendo modificações. A quadrilha passou a ter concurso há 22 anos. Então nós vamos viver este ano o 22º concurso de quadrilha”, apontou. Cláudia também destacou o papel do festival como ponto de convergência para grupos de regiões distantes, como as comitivas do Arquipélago do Marajó que viajam a noite inteira para se apresentar na capital. “Todos nós somos paraenses, temos o norte, mas em cada município a manifestação se dá de uma forma diferenciada. Então essa junção, esse encontro só faz enriquecer pra todos nós”, avaliou a diretora.

O presidente da Fundação Cultural do Pará, Ygor Kahwage, apontou as diretrizes de gestão que nortearam a organização da festividade junina, com ênfase na descentralização e no suporte financeiro oferecido aos fazedores de cultura. “A cada ano a gente amplia o número de quadrilhas. Desde o primeiro ano de gestão, a gente priorizou a interiorização, ou seja, priorizamos que viessem quadrilhas do interior, e hoje a gente bate o recorde de municípios participantes. Não só as quadrilhas juninas, mas pássaros, cordões, todos os folguedos que compõem esses quase 30 dias de festa junina, que mantêm viva a cultura paraense e as tradições do nosso povo”, detalhou. Kahwage ressaltou ainda que o investimento estatal retorna para a sociedade civil em formato de incentivo. “Incentivar essas quadrilhas, esses grupos culturais, através de premiações, incentivos. Esse é o papel do governo do Estado do Pará. O governo vem incentivando ao longo dos últimos quatro anos. Sem dúvida nenhuma, esse ano a gente faz o maior arraial de todos os tempos”, concluiu.

A consolidação do concurso e das mostras de folguedos na programação do Arraial de Todos os Santos 2026 reafirma a atuação da FCP como o principal órgão do estado responsável pela execução das políticas públicas de cultura do estado do Pará. Ao coordenar recursos humanos, financeiros e a estrutura logística para abrigar operários da cultura vindos de 37 municípios, a instituição cumpre o papel de descentralizar o acesso aos mecanismos estatais de fomento, assegurando a continuidade e a difusão das expressões folclóricas e da identidade imaterial das diversas regiões paraenses. Acompanhe as ações da FCP pelo nosso site (fcp.pa.gov.br) e nossa rede social (instagram.com/fundacaoculturalpa).

Ao vivo
Floresta 104,7MHz
Carregando...
Send this to a friend