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Tucuruí, 26 de August de 2026
Sistema Floresta

El Niño pode influenciar o clima do Pará no segundo semestre de 2026

Por Floresta News
Publicado em 26 de agosto de 2026 às 02:23H

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O fenômeno El Niño já está estabelecido no Oceano Pacífico Equatorial e deve influenciar as condições climáticas no Brasil nos próximos meses. No Pará e em outras áreas da Região Norte, a previsão indica possibilidade de chuvas abaixo da média e temperaturas acima do normal, cenário que pode favorecer períodos de maior calor e aumentar a preocupação com a disponibilidade de água e as queimadas.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o CEMADEN, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Serviço Geológico do Brasil (SGB), a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC) e o CENSIPAM, o El Niño de 2026 apresenta tendência de permanecer ativo nos próximos meses.

O fenômeno ocorre quando há um aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Essa alteração interfere na circulação atmosférica e pode modificar os padrões de chuva e temperatura em diferentes partes do planeta.

Pará está entre as áreas que podem registrar menos chuva

Segundo o primeiro boletim do Painel El Niño 2026–2027, divulgado pelo CEMADEN, a previsão para o trimestre de julho, agosto e setembro aponta chuvas abaixo da média e temperaturas acima do normal na Região Norte. O cenário pode aumentar a evaporação, reduzir a umidade do solo e elevar o risco de deficiência hídrica.

Para o trimestre de agosto a outubro, o Serviço Geológico do Brasil também aponta tendência de chuvas abaixo da média no Norte do país.

No caso do Pará, os efeitos podem variar entre as diferentes regiões do estado. Por isso, os especialistas ressaltam que o comportamento das chuvas deve continuar sendo acompanhado ao longo dos próximos meses.

Calor e risco de queimadas

Outro efeito associado ao atual cenário climático é a possibilidade de temperaturas acima da média. O INPE informou que há alta probabilidade de temperaturas elevadas durante o segundo semestre, condição que pode favorecer ondas de calor e aumentar o risco de incêndios florestais.

A combinação de calor intenso, menor volume de chuva e vegetação mais seca pode criar condições favoráveis para a propagação de queimadas, especialmente durante períodos de estiagem.

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