Por Floresta News
Publicado em 22 de julho de 2026 às 11:27H

Defesa e acusação propõem que julgamento por tráfico de drogas comece em junho de 2027
O presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, participará nesta quarta-feira (22), às 13h pelo horário de Brasília, de uma audiência no tribunal federal de Manhattan, em Nova York. Ele responde nos Estados Unidos a acusações de tráfico de drogas.
Ontem (21), promotores do Departamento de Justiça dos Estados Unidos e a defesa propuseram que o julgamento criminal comece em junho de 2027. O cronograma foi apresentado em um documento protocolado na Justiça antes da audiência desta quarta-feira.
O calendário definitivo será definido pelo juiz federal Alvin Hellerstein, responsável pelo caso. Defesa e acusação também poderão pedir alterações nas datas propostas.
Pelo cronograma, os advogados de Maduro terão até 2 de setembro para apresentar os primeiros pedidos na tentativa de encerrar o processo. Entre eles, deve estar um pedido de arquivamento com o argumento de que Maduro teria imunidade judicial por ser chefe de um Estado soberano.
A defesa poderá apresentar novos pedidos até 11 de janeiro, após receber dos promotores eventuais provas classificadas para análise.
Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças especiais dos Estados Unidos durante uma operação noturna em Caracas, em janeiro. Em seguida, foram levados para Nova York, onde se declararam inocentes das acusações.
Na primeira audiência do caso, em 5 de janeiro, Maduro afirmou ser um “prisioneiro de guerra”. O ex-presidente, que esteve à frente do país de 2013 até a captura, acusa há anos os Estados Unidos de tentarem derrubá-lo para ampliar o controle sobre as reservas de petróleo da Venezuela.
Os Estados Unidos, por sua vez, classificam Maduro como um ditador corrupto, responsabilizam sua gestão pelo colapso da economia venezuelana e o acusam de fraudar as eleições presidenciais de 2018 e 2024. Washington deixou de reconhecê-lo como presidente legítimo da Venezuela em 2019.
Maduro e Cilia Flores seguem presos em uma penitenciária federal no Brooklyn, em Nova York, desde janeiro.