Por Floresta News
Publicado em 09 de agosto de 2026 às 23:12H

Uma estrutura montada para a exploração clandestina de ouro e cobre foi alvo de uma operação federal em Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará. A ação terminou com equipamentos apreendidos e diversas estruturas utilizadas pelos garimpeiros destruídas ou inutilizadas.
A fiscalização ocorreu na quinta-feira (6), durante a quarta fase da Operação Federal Extractio II, que reuniu agentes da Polícia Federal, ICMBio, Ibama e Força Nacional.
As equipes atuaram na região do Projeto Barão/Serra Dourada, onde foram identificados pontos utilizados para a atividade de mineração ilegal.
Entre os principais equipamentos encontrados estavam duas escavadeiras hidráulicas. Uma delas foi inutilizada durante a ação, enquanto a outra foi apreendida e ficou sob responsabilidade de um fiel depositário.
A operação também atingiu a infraestrutura montada no local. Como a retirada de parte dos equipamentos não poderia ser realizada com segurança, os agentes inutilizaram seis acampamentos, além de aproximadamente mil litros de óleo diesel, 13 motores elétricos, quatro geradores, dois motores estacionários, duas motobombas e uma carretinha.
Também foram retiradas de circulação duas motocicletas, um martelete e uma motosserra.
A fiscalização revelou ainda a presença de materiais utilizados em detonações. Foram encontrados 58 cartuchos de emulsão explosiva, 50 espoletas e 20 metros de cordel detonante.
Durante as buscas, os agentes localizaram também aproximadamente 400 gramas de maconha. Segundo a Polícia Federal, os materiais foram inutilizados conforme os procedimentos previstos na legislação.
O balanço divulgado pela Polícia Federal aponta que a operação representou um prejuízo estimado em R$ 1,25 milhão para as estruturas empregadas na exploração ilegal.
O cálculo leva em consideração os equipamentos inutilizados, os materiais apreendidos e os autos de infração lavrados durante a ação.
A operação faz parte da estratégia dos órgãos federais para combater a mineração clandestina e outros crimes ambientais no sudeste do Pará. A fiscalização busca interromper a atuação de grupos que exploram recursos minerais sem autorização e provocam impactos sobre áreas ambientalmente protegidas.