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Hospital Regional de Tucuruí tem novo comando

Por Floresta News
Publicado em 03 de setembro de 2019 às 14:01H

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A partir desta terça-feira (03), o Hospital Regional de Tucuruí tem novo comando, a edição do Diário Oficial do Estado Nº 33.969 trouxe na página 12, a nomeação de Valdenize da Cunha Farias, que é enfermeira, para responder pela direção do Hospital Regional de Tucuruí. 
Segundo Paulo Gonçalves, membro da comissão dos trabalhadores do Hospital Regional a servidora nomeada pela Sespa para a direção do HRT, é “provisória, de certa forma um “fantoche”, é concursada, mas que não foi a pessoa escolhida na semana passada pelos servidores para a direção do hospital.”
Nesta segunda-feira (02), membros da comissão dos trabalhadores participaram de reuniões com membros dos legislativos dos municípios de Goianésia do Pará e Breu Branco, em busca de apoio político para a causa do Hospital Regional. Em participação no programa fim de tarde, destacaram que já houve o envio de alguns equipamentos para o hospital e que uma reunião na Assembleia Legislativa do Estado foi agendada pra quarta-feira (04) às 14h para discutir a pauta.

Entenda o caso

Na última quarta-feira (28), funcionários do Hospital Regional de Tucuruí realizaram um ato em frente à sala da diretoria do Hospital, cobrando providências sobre a situação do hospital. Segundo Paulo Gonçalves, representante da comissão de trabalhadores do HRT, há seis meses foi empossada uma nova diretoria e “hoje chagamos ao fundo do poço se é que podemos dizer assim”. Relatou ele, que no final de agosto, uma das cirurgias foi finalizada a luz de lanterna pois houve uma falta de energia elétrica, o gerador que deveria entrar em operação, estava sem manutenção devido a atrasos no pagamento da empresa responsável. Ainda segundo Paulo, os pacientes da UTI,  tiveram que ser retirados dos equipamentos e as equipes de enfermeiros se revezaram para realizar a ventilação manual.

Devido ao problema com o gerador somente uma sala de cirurgia ficou disponível, uma paciente passava por procedimento cirúrgico eclampse e outro precisava passar por cirurgia crâniotomia devido um acidente.

O representante dos funcionários destacou ainda que: “em um dos plantões, 40 medicações teriam que ser ministradas nos pacientes, mas haviam somente cinco, os antibióticos deles faltaram todos”, acrescentou também, que está zerado o estoque de ringer simples, de ringer lactados, medicações que são utilizadas para tratamento de pacientes em choque, perda de líquido e choque por volêmico, soro fisiológico que é outra opção não tendo a de 500ml somente de 250ml com estoque somente para 48 horas.

Ainda segundo a comissão, o Coordenador da Comissão Diretiva Provisória do Hospital Regional de Tucuruí, Jessé Ferreira Junior, disse que “não vai fazer compra direta porque não vai responder por improbidade administrativa, que está no final de carreira e não vai se comprometer. E que a alternativa que estaria brilhando aos olhos do governador é a implantação de uma OS, uma terceirização”.

Paulo finalizou dizendo “que fique registrado meu aviso pessoas vão morrer, nós vamos fazer  o máximo pra salvar essas pessoas, mas não conseguimos salvar elas sem soro, sem o equipamento de respiração, só com uma sala de cirurgia, se chegar duas cirurgias de urgência nós vamos ter que escolher quem é que vai pagar pra ver se vai morrer ou não, esta é a situação hoje, nós estamos pedido socorro”.

Nossa reportagem ouviu a direção provisória do HRT, Dr. Jessé Ferreira Junior, Coordenador da Comissão Diretiva Provisória do Hospital Regional de Tucuruí, que disse que “objetivo é prestar uma assistência de qualidade à população, em nenhum momento houve a restrição do diálogo, com o objetivo de fazer uma reconstrução do hospital com uma gestão participativa”.

Perguntado sobre a privatização, respondeu que “não existe privatização disse ser um erro, é uma linha que se pode ser adotada, mas que seria uma OS, mas não uma decisão sobre isso, isso é uma decisão de governo”. Também confirmou o problema com o gerador e que estaria vindo o técnico de Belém para solucionar o problema.
Sobre a compra direta de insumos de alimentos, médicos e técnicos cirúrgicos disse que “estamos comprando materiais médicos cirúrgicos, estamos fazendo uma compra direta mais justificada baseada na ausência desses insumos e dando publicidade a quem se interessar e faremos um contrato de entrega desses bens, enquanto isso, hoje e amanhã alguns técnicos estão indo à Belém para retomar os processos de licitações em andamento na SESPA.

Finalizou afirmando que “não há a possibilidade de blecaute, de falta de insumos no funcionamento do hospital”.

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